Sessão Assíncrona

23/03/2021 - 09:00 - 18:00
SA74 - Eixo 8 - POLÍTICAS DE SAÚDE E GESTÃO DO CUIDADO EM REDES (TODOS OS DIAS)

35413 - APOIO INSTITUCIONAL E FORMAÇÃO PARA O TRABALHO EM EQUIPE NO SUS
MARIA TERESINHA DE OLIVEIRA FERNANDES - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE, ANA FLAVIA FABIANO VALE - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE, GLENDA MOREIRA ALVES - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE, MILENA OLIVEIRA LOURENÇO - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE


Resumo
O apoio institucional (AI) vem sendo utilizado no SUS como tecnologia de suporte à organização e gestão no trabalho em saúde. Ao mesmo tempo que é formação integral do ser humano é uma crítica à racionalidade gerencial hegemônica, propondo uma concepção ampliada de gestão. Caracteriza-se como o referencial pedagógico para a formação em saúde. Teve-se como objetivo refletir sobre a construção e aprendizados de AI na perspectiva da formação em grupo de apoio com seus desafios e avanços. Trata-se de relato de experiência e análise documental, sintetizando-se em 4 grandes categorias: trabalhar com uma metodologia dialética, que traga ofertas externas e que ao mesmo tempo valorize as demandas do grupo; apoiar o grupo de gerentes e trabalhadores tanto para construir objetos de investimento, quanto para compor compromissos e contratos com outros; pensar e fazer junto com as pessoas e não em lugar delas, ampliar os espaços coletivos, estimulando espaços de reflexões. Portanto, a construção da metodologia de apoio institucional em grupo reporta a auxiliar a nós mesmos e as equipes a explicitarem e lidarem com problemas e conflitos, colaborando para que as práticas sejam colocadas em análise de modo a intervir. Não obstante, destaca-se que qualquer dos projetos institucionais a serem implementados apresenta-se como pano de fundo para esses aprendizados e construções.

Introdução
O apoio institucional (AI) vem sendo utilizado no SUS como tecnologia de suporte à organização e gestão no trabalho em saúde. De acordo com a metodologia Paidéia é a formação integral do ser humano. Ao mesmo tempo, é também uma crítica à racionalidade gerencial hegemônica, propondo uma concepção ampliada de gestão por meio de articulação dos aspectos políticos, pedagógicos e subjetivos que fazem parte da constituição dos processos de trabalho, objetivando a produção de bens ou serviços, mas também a produção de sujeitos e coletivos. O Apoio caracteriza-se como o referencial pedagógico para a formação em saúde. O presente trabalho trata da propositura de Grupo de Apoio Institucional, enquanto arranjo para os pares se apoiarem nas experiências de sucesso e naquelas em que não se alcançou o esperado. Contudo, o que não pode descolar do processo é a relação de apoio possibilitando trazerem para si as práticas como analisadores do trabalho em saúde, superando a redução de análise de resultados, indicadores, etc. Essa modalidade se configura em um desenho que estabelece grupos de apoiadores referenciados para grupos de Unidades de Saúde da Atenção Primária.

Objetivos
• Refletir sobre a construção e aprendizados de Apoio Institucional na perspectiva da formação em grupo de apoio com seus desafios e avanços.

Metodologia
Trata-se de relato de experiência e análise documental. Em 2017, foram instituídos os Grupos de AI em uma Regional de Saúde de um grande município brasileiro. A configuração do grupo foi: 5 apoiadores, sendo um deles o coordenador. Para iniciar esta modalidade foram definidos três temas prioritários da regional, a saber: adoecimento do trabalhador, indicadores de saúde, ouvidorias. Para análise, utilizou-se dos registros (portfólio) do grupo desde sua formação (2017) até o presente momento. As informações obtidas foram categorizadas emergindo os núcleos de sentido: trabalhar com uma metodologia dialética, apoiar o grupo de gerentes e trabalhadores tanto para construir objetos de investimento, o processo grupal, pensar e fazer junto com as pessoas e não em lugar delas, ampliar os espaços coletivos.

Resultados e Discussão
Trabalhar com uma metodologia dialética, que traga ofertas externas e que ao mesmo tempo valorize as demandas do grupo foi a 1ª oferta: oferecer-se como Apoiador. As aproximações simultâneas foram aprimorando a relação de apoio. Apoiar o grupo de gerentes e trabalhadores tanto para construir objetos de investimento, quanto para compor compromissos e contratos com outros tornou uma prática, que contribuiu para que esses objetos começassem a se definir, como exemplo: unidades sem colegiado; processos fragilizados de gestão – indicadores de saúde e ouvidorias como analisadores; equipes fragilizadas nos seus processos de trabalho e adoecimentos. O trabalho da grupalidade, o processo grupal, a lida com as diferenças: conceituais, metodológias e de aporte teórico e a necessidade estudar para dar conta do tensionamento e subjetividades que provocam outras subjetividades nos apoiadores. Pensar e fazer junto com as pessoas e não em lugar delas, possibilitando a co-gestão por meio da implementação de colegiados, dentre outros. Ampliar os espaços coletivos, estimulando espaços de reflexões.

Conclusões / Considerações finais
Destaca-se como aprendizado no Grupo de Apoio Institucional que “Todo apoiador minimamente sábio descobre que somente se consegue apoiar quando nos autorizamos a ser apoiados pelo grupo a quem pretendemos ajudar. Um bom dirigente dirige e é dirigido, comanda e é comandado por aqueles com quem trabalha.” O horizonte dessa construção em Apoio Institucional perpassa por auxiliar a nós mesmos e as equipes a explicitarem e lidarem com problemas e conflitos, auxiliando na tarefa de colocar suas práticas em análise e possibilitando a construção de intervenções. Também é relevante utilizar os desafios e tensões do cotidiano como matéria-prima, buscando facilitar a conversão de situações paralisantes em situações produtivas. Por meio desse modo de gestão, qualquer dos projetos institucionais a serem implementados tem nos apresentado como pano de fundo para esses aprendizados e construções de apoio institucional.

Referências
• Campos, GWS. Saúde Paidéia. São Paulo: Ed Hucitec; 2003. 185p.

• Onocko Campos, R. O planejamento no labirinto: uma viagem hermenêutica. São Paulo: Hucitec, 2003.

• Acervo documental do Apoio Institucional DRES NOROESTE, 2013-2019

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