Sessão Assíncrona

23/03/2021 - 09:00 - 18:00
SA66 - Eixo 8 - GESTÃO DO CUIDADO E DESIGUALDADES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (TODOS OS DIAS)

35228 - SAÚDE DA POPULAÇÃO RIBEIRINHA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS DE SAÚDE A BORDO DA UNIDADE FLUVIAL- BARCO ABARÉ, SANTARÉM, OESTE DO PARÁ.
RAISSA VASCONCELOS REGO - UFOPA, HELEN AMANDA PINTO DOS SANTOS - UFOPA, LARISSA LUANA SILVEIRA PEREIRA - UFOPA


Resumo
As comunidades Ribeirinhas do município de Santarém, contam com o equipamento de saúde fluvial Barco Abaré na efetivação do direito á saúde graças a Sistema Único de Saúde (SUS). As equipes de saúde do barco Abaré levam as comunidades serviços essenciais da atenção básica, nesse contexto, o Abaré mostra-se importante no acolhimento e inclusão das comunidades no sistema. O presente trabalho propõem relatar as principais impressões a cerca do acesso á atenção a saúde das comunidades, vivenciadas por acadêmicos de saúde a partir de viagens no Barco Abaré em comunidades ribeirinhas ás margens do Rio Tapajós e Arapiuns, em Santarém, Oeste do Pará. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de acadêmicos de saúde da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) a partir de viagens na unidade de saúde fluvial Barco Abaré,durante dez dias, nas comunidades localizadas ás margens do Rio Tapajós e Arapiuns no segundo semestre de 2018. Através da observação dos atendimentos as comunidades, pode-se ponderar sobre o conceito de saúde dos comunitários, dificuldades de acesso ás comunidade pela equipe de saúde, fragilidades nas ações de educação em saúde, insuficiência de insumos para a finalização dos atendimentos, papel do agente comunitário de saúde nos agendamentos das consultas e a importância do Barco Abaré na Formação e saúde no contexto amazônico.

Introdução
A saúde é de todos e dever do Estado, e o acesso aos cuidados devem ser adequados às estratégias de acesso das populações aos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).Porém o acesso aos serviços básicos de assistência são delimitados para algumas populações a exemplo da população ribeirinha que “[...] são caracterizadas por povos e comunidades que têm seus modos de vida, produção e reprodução sociais relacionados predominantemente com a terra” (BRASIL,2013). A estas comunidades merecem empenho para a compreensão das determinações sociais em saúde existentes, para isto demandam logística, informação e recursos. Então, a partir da Politica Nacional de Atenção Básica, com a portaria N° 2.436 de 21 de setembro de 2017 a PNAB engendrou a criação de Unidades Básicas de Saúde Fluvial (UBSF) direcionadas á população ribeirinha da Amazônia Legal e Pantanal Sul- Mato-Grossense, como o barco Hospital Abaré, que influenciou este relato. Destarte, a presença dos estudantes de saúde em formação nessas comunidades é uma tarefa mais que necessária, pois, essas populações demandam mais cuidado e acolhimento das equipes de saúde, devido a grande vulnerabilidade existente.

Objetivos
Relatar as principais impressões a cerca do acesso á atenção a saúde vivenciadas por acadêmicos de saúde a partir de viagens no Barco Abaré em comunidades ribeirinhas ás margens do Rio Tapajós e Arapiuns, em Santarém, Oeste do Pará.

Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de acadêmicos de saúde da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) a partir de viagens na unidade de saúde fluvial Barco Abaré,durante dez dias, ás comunidades localizadas ás margens do Rio Tapajós e Arapiuns no segundo semestre de 2018.

Resultados e Discussão
A equipe da UBS fluvial Abaré compunha-se por profissionais exigidos(BRASIL,2011), para o atendimento a mais de 10 comunidades ao longo do trajeto,integraram-se a equipe residentes da (UFOPA) e um professor da universidade para o acompanhamento dos discentes de graduação. O atendimentos aconteciam na chegada do barco as comunidades, as equipes são divididas por serviços e descem para a vacinação, em algumas comunidades o acesso é dificultoso. Para isto, foi necessário a presença do Agente Comunitário de Saúde(ACS)(BRASIL,2011)resultando na sobrecarga devido ao grande número de agendamentos(CARVALHO & WAI, 2009). Ocorriam também as ações de educação em saúde: Saúde bucal,conscientização e participação social,entretanto,em algumas situações, era necessário improvisar,pois, não havia instrumentos acessíveis. Alguns pontos críticos foram observados: cansaço da equipe e tripulação, produto dos atendimentos (De Almeida, 2019),insuficiência de insumos para a finalização dos atendimentos. Ao observar profissionais de saúde obteve-se reflexões quanto ao fazer saúde, desmistificando o olhar e acolhendo-os de acordo com as especificidades de cada comunitário(CARMO, et al. 2018).

Conclusões / Considerações finais
A viagem proporcionou reflexões quanto ao fazer saúde na Amazônia, devido as dificuldades de logística e planejamento antes das viagens. Apesar disto, a equipe levam as comunidades serviços essências efetivando assim, equidade e dignidade ás comunidade que tanto necessitam de atendimentos básicos. Quanto acadêmico de saúde, estar junto as comunidades, possibilitou o estranhamento quanto ao vinculo e ao modo de viver nessas comunidades e o entendimento destes sobre o que é saúde. Destacou-se o papel incansável e árduo dos ACS na facilitação dos atendimentos, mas que necessitam ser auxilio na comunicação. Para que as comunidade tenham acesso a serviços de qualidade são necessários aquisição de insumos suficientes para as ações de saúde, atenção a saúde mental da equipe, para isto é primordial o fortalecimento da educação continuada dos profissionais, como também o incentivo a pesquisa e extensão nas viagens garantindo o direito a saúde das comunidades tradicionais remotas da Amazônia.

Referências
BRASIL. Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta. Ministério da Saúde, 2013.

BRASIL. Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Ministério da Saúde, 2011.

DE ALMEIDA, L.Experiência de um enfermeiro na atenção básica no interior do Amazonas: principais entraves. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 11, n. 17, p. e1419-e1419, 2019.

WAI, Mey Fan Porfírio; CARVALHO, Ana Maria Pimenta. O trabalho do agente comunitário de saúde: fatores de sobrecarga e estratégias de enfrentamento. Rev. enferm. UERJ,2009.
CARMO, J. S.; PEREIRA,L. L. S; SILVA, M. K. C.; REGO, R. V.; SABINO.W Humanização: Olhar e Ouvir o exercício etnográfico como ferramenta essencial ma formação do profissional de saúde. Anais da Jornada Acadêmica da UFOPA,2018.

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