Sessão Assíncrona

23/03/2021 - 09:00 - 18:00
SA73 - Eixo 8 - ATENÇÃO AMBULATORIAL E HOSPITALAR (TODOS OS DIAS)

35216 - RECOMENDAÇÕES DE PROJETO PARA AMBIENTES HOSPITALARES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
RITA SIQUEIRA CAMPOS LOURENÇO - UNICEUB, ELIETE DE PINHO ARAUJO - UNICEUB, TALISSA PATELLI DOS REIS - UNICEUB


Resumo
Conforme consta em documento emitido pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2001), dentre as principais causas de mortalidade na população das regiões metropolitanas, na faixa etária entre 15 e 49 anos, está o óbito por acidentes, envenenamentos e violências, além de serem as mais importantes causas de incapacitação física permanente ou temporária nessa mesma população. Grande parte de tais morbidades poderiam ser evitadas, uma vez que boa parte das complicações ocorrem em função de atendimentos realizados de forma inapropriada durante a fase aguda, em atendimento imediato hospitalar. Com o objetivo de criar um compilado de indicações para o planejamento do setor de urgência e emergência hospitalar, este trabalho discorre sobre as principais características e recomendações para tal serviço de assistência à saúde.

Introdução
Urgência e emergência exprimem conceitos distintos que definem o tipo de tratamento que um paciente, recém-chegado a uma instalação hospitalar, receberá.

Ambas definições pressupõem atendimento médico rápido e proporcional a sua gravidade. Entretanto, a emergência exige um tratamento direto por conta do risco iminente de óbito ou lesão permanente, como fraturas, paradas cardiorrespiratórias e hemorragias. Já na urgência, o paciente não necessariamente precisa de uma intervenção instantânea, como no caso de cólicas, tonturas e enjoos. (HOSPITAL MOINHOS, 2018)

Para contribuir para a organização de uma prestação de serviço mais eficiente, outras ferramentas de classificação de risco foram criadas, sendo a mais conhecida e amplamente utilizada o Protocolo de Manchester, que identifica o risco em 5 níveis e dita o tempo e/ou a ordem que os pacientes deverão ser atendidos. (AMARAL, 2017)

O planejamento da estrutura física do setor de atendimento imediato tem papel importante na hora da definição dos fluxos para facilitar a aplicação da classificação de risco, uma vez que, há uma ordem de ambientes que o paciente deverá passar até ser socorrido.

Objetivos
Objetivos:
• Apresentar um estudo específico de projetos de arquitetura para ambientes de urgência e emergência hospitalares.
• Angariar e compilar, através do método de revisão de literatura, informações importantes para o desenvolvimento de projetos para o setor de atendimento imediato hospitalar.


Metodologia
Este trabalho é resultado da compilação do estudo dirigido feito para a elaboração do anteprojeto arquitetônico da principal porta de entrada, a unidade de atendimento imediato ao paciente, de um hospital em Brasília-DF.

Através da metodologia de revisão de literatura e consulta às normas, foi possível angariar as informações aqui dispostas acerca do conceito de urgência, emergência e sobre a edificação que abriga esse tipo de atenção à saúde.


Resultados e Discussão
Segundo Araujo (2013), a tarefa de se projetar um Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS) demanda do profissional verdadeiro compromisso ético e expertise no ramo da saúde, pois pode verdadeiramente interferir no fluxo da prestação de socorro.

O setor de atendimento imediato de um hospital é o ambiente que abriga o estado mais frágil do ser humano que encontra-se ainda sem assistência ao mal-estar e/ou risco potencial à vida, por isso deve estar próximo ao centro cirúrgico e à imaginologia do hospital.

O início da assistência de urgência se dá na triagem, ambiente onde se aplica a classificação de risco, logo, é o ambiente que deverá vir primeiro após a recepção e acolhimento.

Já a emergência possui acesso direto ao atendimento, pois, como já conceituado, abrange casos de alto risco de óbito, logo, a porta deverá dar acesso livre às salas de intervenção.

Recomenda-se para o setor de atendimento imediato a implantação de três portas de acesso, uma para emergência, através da chegada de ambulâncias, e outras duas para a urgência, com recepção para recebimento e acolhimento dos pacientes, sendo altamente indicada a separação dos fluxos de atendimento em adulto e infantil.

Conclusões / Considerações finais
Pode-se dizer que, em virtude de não haver previsão possível para não ocorrem mais acidentes e intercorrências que lesem a saúde, o atendimento de urgência e emergência é o setor hospitalar que não tende a desaparecer com o avanço da medicina, tecnologias e o processo de desospitalização.

O que resta para a unidade de atendimento imediato é se adaptar aos avanços, ainda atuando com a sua função prestar socorro rápido.

Ao planejar este setor, o maior desafio do projetista é estabelecer bem a ordem dos procedimentos e a movimentação usual do staff, sabendo que a ordem dos ambientes e o fluxo interno se inconvenientes podem prejudicar a agilidade do atendimento ao paciente debilitado.

Somente aprendendo sobre os protocolos de atendimento, aproveitando a oportunidade de visitas técnicas, ou até mesmo idas pessoais aos hospitais, além de estabelecer diálogo com a equipe envolvida no atendimento e manutenção, o projetista pode entender o funcionamento do local, e assim, projetá-lo bem.


Referências
AMARAL, Simone Freitas do. O uso do Protocolo de Manchester pode auxiliar no atendimento humanizado em uma emergência? Porto Alegre. Disponível em: < http://coleciona-sus.bvs.br/lildbi/docsonline/get.php?id=1369 >.
ARAUJO, Eliete de Pinho. Manual prático de procedimentos em estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília: Editora Kiron, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Urgência e Emergência: sistema estaduais de referência hospitalar para o atendimento de urgência e emergência. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/urgencia_emergencia.pdf >
HOSPITAL MOINHOS. Urgência ou emergência? Entenda as diferenças e qual o atendimento mais. 2018. Disponível em: < http://www.hospitalmoinhos.org.br/90dicas/cuidados-gerais/urgencia-ou-emergencia-entenda-as-diferencas-e-qual-o-atendimento-mais/ >. Acesso em: 9 out. 2018.

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