Sessão Assíncrona

23/03/2021 - 09:00 - 18:00
SA61 - Eixo 7 - RESIDÊNCIAS EM SAÚDE E A FORMAÇÃO PARA O SUS (TODOS OS DIAS)

34799 - RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE COMO POTENCIALIZADORA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL NO SUS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
AMANDA MARIA VILLAS BOAS RIBEIRO - ISC/UFBA, NARLA DENISE RODRIGUES FERNANDES - ISC/UFBA


Resumo
As Residências Multiprofissionais em Saúde se configuram como uma importante estratégia de formação de trabalhadores comprometidos com a consolidação do Sistema Único de Saúde. O presente artigo propõe apresentar um relato de experiência da atuação de uma enfermeira e uma psicóloga em um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, enfatizando as potencialidades e os desafios de um fazer coletivo em equipe multiprofissional no âmbito da atenção primária, produzindo uma reflexão sobre a prática cotidiana no território. Os cenários são complexos e diversos, deste modo, cada vez mais as situações que são vivenciadas na Residência colaboram para que o possa atuar diante dos desafios de sua atuação no Sistema Único de Saúde.

Introdução
As Residências Multiprofissionais em Saúde se configuram como uma importante estratégia de formação de trabalhadores comprometidos com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).
A inexorável característica da interdisciplinaridade certifica o caráter inovador aos programas de RMS. Este maneira de operacionalizar a formação 'inter-categorias' tem o objetivo de dar à formação coletiva imersa no mesmo 'campo' de trabalho sem deixar de privilegiar e respeitar os 'núcleos' específicos de saberes de cada profissão. (BRASIL, 2006)
A característica de ensino “em” e “para” o serviço constitui eixo norteador do Programa, conforme o proposto pelo Ministério da Saúde quando dispõe sobre a Residência Multiprofissional Saúde da Família (BRASIL, 2011). Quando os residentes vivenciam os problemas do cotidiano, aproximam-se da denominada aprendizagem significativa, com a produção de sentidos e transformação da prática social, bases da Educação Permanente em Saúde (EPS).



Objetivos
Relatar a experiência vivenciada por duas profissionais residentes de em um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da família, com ênfase nas potencialidades de um fazer coletivo em equipe multiprofissional no âmbito da atenção primária em saúde

Metodologia
Trata-se de um relato de experiência de profissionais de saúde do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Universidade do Estado da Bahia, no processo de formação profissional com vistas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
O cenário desta experiência é a área de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família, onde foram desenvolvidas diversas atividades em conjunto com a Equipe de Saúde da Família e o Núcleo de Apoio à Saúde da Família, mediação pedagógica dos preceptores e tutores, e integração entre residentes de diversos núcleos profissionais, além de estudantes de cursos de graduação em saúde e parceiros interinstitucionais.
Além disso, foram desenvolvidos encontros periódicos em que são implementadas estratégias pedagógicas de integração dos saberes e práticas, buscando proporcionar o desenvolvimento de competências e habilidades, a partir da problematização da realidade vivenciada, discussão de casos e proposição de intervenções.


Resultados e Discussão
A inserção na Residência Multiprofissional em uma Unidade de Saúde da Família proporcionou várias reflexões e mudanças no saber-fazer saúde da família, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
O cotidiano da Residência multiprofissional em Saúde possibilita a da horizontalização de saberes por meio de atividades como matriciamento, reuniões de equipe, discussões de caso, que fizeram ressurgir temáticas a partir da realidade vivenciada, promovendo sentidos e significados à aprendizagem e entendimento da Estratégia de Saúde da Família enquanto um modelo contra-hegemônico que pode resultar na mudança da atenção à saúde, a partir da vinculação, vigilância em saúde e planejamento local.
A diversidade de cenários e a complexidade das situações vivenciadas na Residência preparam o profissional para os desafios de sua futura atuação no Sistema Único de Saúde. A inserção do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde na ESF tem ajudado a transformar das práticas de saúde, que outrora, pelo próprio processo de trabalho se tornam rotineiras e sem a ampliação de novas possibilidades e potencialidades de cada sujeito inserido no contexto de cada família (LESSA, 2000).


Conclusões / Considerações finais
A experiência no contexto da Atenção Primária à Saúde proporcionou uma aprendizagem significativa, a partir da identificação de problemas no decorrer do processo de trabalho em saúde e atuação para favorecer modificações das práticas em saúde.
Assim, a partir da integração ensino-serviço-comunidade, houve uma potencialização e fortalecimento dos princípios e diretrizes do SUS como integralidade.
Nesse sentido, é necessário impulsionar os programas de residência multiprofissional para qualificar suas ações e consolidar seus projetos no contexto do Sistema Ùnico de Saúde, para avançarmos ainda mais na formação profissional em saúde direcionada para mudanças e consolidação do sistema, para garantia de um SUS equânime, universal e integral.


Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. III Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Cadernos RH Saúde. Brasília (DF): SGETES; 2006

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Residência multiprofissional em saúde: experiências, avanços e desafios – Brasília : Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Curso de formação de facilitadores de educação permanente em saúde: unidade de aprendizagem-trabalho e relações na produção do cuidado em saúde. Brasília (DF): SGETES; 2005.

BRASIL.Ministério da Saúde. A educação permanente entra na roda: pólos de educação permanente em saúde: conceitos e caminhos a percorrer. Brasília (DF): SGETES; 2005.

CAMPOS, F.E.; et al. Caminhos para a aproximar a formação de profissionais de saúde das necessidades da atenção básica de saúde. Rev. Bras. Educ. Med. 25: 11-26, 2001.

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