Sessão Assíncrona

23/03/2021 - 09:00 - 18:00
SA66 - Eixo 8 - GESTÃO DO CUIDADO E DESIGUALDADES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (TODOS OS DIAS)

34606 - “ONDE ESTÁ O MEU EXAME?” EXPERIÊNCIAS DE RESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS NO MONITORAMENTO DOS EXAMES CITOPATOLÓGICOS EM UM MUNICÍPIO BAIANO
AMANDA MARIA VILLAS BOAS RIBEIRO - ISC/UFBA, BRUNA SANTOS DE OLIVEIRA - UNEB, LENINA DAMASCENO COSTA - UNEB, NARLA DENISE RODRIGUES FERNANDES - UNEB, ÀNGELA CRISTINA FAGUNDES GÓES - UNEB


Resumo
O câncer de colo de útero é a quarta causa de mortes de câncer de mulheres no Brasil. Esta mortalidade pode ser reduzida através de ações de educação em saúde, vacinação de grupos indicados e detecção precoce do câncer e de suas lesões precursoras por meio de seu rastreamento. O objetivo deste trabalho é descrever a experiência de residentes do núcleo de saúde da família do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade do Estado da Bahia, no âmbito da Diretoria de Atenção à Saúde, no monitoramento de exames citopatológicos realizado em três distritos sanitários de um município baiano. Foi realizado diagnóstico situacional com investigação acerca do acesso aos exames citopatológicos, marcação, infraestrutura da unidade, profissionais que realizam os exames, monitoramento do recebimento, entrega dos resultados às usuárias e busca ativa das mulheres com resultados alterados para segmentos na rede de atenção à saúde. Percebe-se a importância do monitoramento dos exames citopatológicos para redução do tempo de espera da usuária pelo resultado do exame e para seguimento de seu tratamento na linha de cuidado em saúde da mulher. Desse modo, é essencial a continuidade desses processos para melhoria da qualidade da assistência à mulher, com prevenção e controle do câncer de colo do útero.

Introdução
O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna que corresponde a quarta causa de morte por câncer entre mulheres com 311 mil óbitos por ano (BRASIL, 2013). Esta mortalidade pode ser reduzida através de ações de educação em saúde, vacinação de grupos indicados e detecção precoce do câncer e de suas lesões precursoras por meio de seu rastreamento. Nesse sentido, as ações de rastreamento (aplicação de um teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer e encaminhá-la para investigação e tratamento) tem se destacado na redução da morbimortalidade pela doença. No Brasil, o método de rastreamento é o exame citopatológico, que deve ser oferecido às mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos (INCA, 2010). Dessa forma, a avaliação e monitoramento das ações relacionadas à detecção precoce do câncer de colo do útero é fundamental para verificar seu impacto e definir estratégias para o monitoramento, no sentido de melhorar o acesso, acolhimento e integralidade.

Objetivos
Descrever a experiência de residentes do núcleo de saúde da família do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), no âmbito da Diretoria de Atenção à Saúde (DAS), no monitoramento de exames citopatológicos realizado em três distritos sanitários de um município baiano.

Metodologia
A experiência foi realizada em três distritos sanitários de um município baiano. O grupo de residentes foram inseridos na DAS a fim de se aproximar do processo de trabalho deste serviço, apoiando as ações de cuidado e de gestão do processo de trabalho. Diante da necessidade trazida pela equipe, foi realizado o diagnóstico situacional nos Distritos Sanitários (DS), a partir dos dados coletados através de um formulário virtual enviado aos responsáveis das unidades que realizam a coleta para exames citopatológicos do território de abrangência de cada DS. O formulário objetivou investigar acerca do acesso aos exames citopatológicos, marcação, infraestrutura da unidade, profissionais que realizam os exames, monitoramento do recebimento, entrega dos resultados às usuárias e busca ativa das mulheres com resultados alterados para segmentos na rede de atenção à saúde.

Resultados e Discussão
As atividades realizadas englobaram visitas às unidades de saúde e nos laboratórios terceirizados que realizam a recepção e análise das amostras, além da tabulação e a análise dos dados. Percebeu-se que fatores como preenchimento incompleto ou incorreto da ficha dos exames, dificulta a liberação dos laudos, ultrapassando o tempo estimado de entrega dos resultados. Os principais problemas encontrados foram: duplicidade de CPF, requisições sem o RG, cartão SUS inexistente e sexo não condizente para a realização do exame (masculino). Houve relato de falta de insumos e muitos consultórios aptos para coleta sem funcionar. A falta de recursos humanos para a realização mais fidedigna desse monitoramento, falta de equipamentos como telefone em algumas unidades também exerce influência no tempo de entrega desses exames, além da falta de padronização de um protocolo de recebimento de exames,que foi retratado a partir da experiência nos 3 distritos. Outros aspectos dificultadores foram problemas de infraestrutura das unidades e dos distritos, de forma geral, e as lacunas na rede de serviço para acompanhamento das mulheres com lesões precursoras de câncer do colo do útero.

Conclusões / Considerações finais
Com essa experiência, percebe-se no decorrer das diversas fases do trabalho a importância do monitoramento dos exames citopatológicos para redução do tempo de espera da usuária pelo resultado do exame e para seguimento de seu tratamento na linha de cuidado em saúde da mulher. Nessa perspectiva, no âmbito da gestão de serviços e tecnologias do Sistema Único de Saúde, aponta-se que o monitoramento dos exames citopatológicos é crucial para maior eficiência e eficácia na geração e produção dos exames citopatológicos e rastreamento do câncer do colo do útero. Desse modo, acredita-se que seja essencial a continuidade desses processos para melhoria da qualidade da assistência à mulher, com prevenção e controle do câncer de colo do útero.

Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama . 2. ed. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013. 124 p.
CARVALHO,V.F. et al. Acesso ao exame Papanicolau por usuárias do sistema único de saúde. Rev Rene. 2016 mar-abr; 17(2):198-207.
Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica. Rio de Janeiro: INCA, 2011. 104p.

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