Atividade Local de Exposição
Relações Federativas e Regionalização da Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA01 - Eixo 2 - Descentralização, relações intergovernamentais e políticas de saúde (TODOS OS DIAS)
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SA01 - Eixo 2 - Descentralização, relações intergovernamentais e políticas de saúde (TODOS OS DIAS)
Processos de descentralização e regionalização são condicionados por inúmeras variáveis macro e setoriais e exigem análises integradas e parciais, isto é, voltadas para níveis específicos da assistência. Instituições e formas de cooperação e a criação de instâncias de compartilhamento das ações de saúde são vitais para o melhor desempenho desses processos. Os trabalhos aqui apresentados contribuem para esse entendimento. (Ana Luiza D’Ávila Viana)

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Relações Federativas e Regionalização da Saúde
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SA02 - Eixo 2 - Relações federativas no contexto da pandemia (TODOS OS DIAS)
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SA02 - Eixo 2 - Relações federativas no contexto da pandemia (TODOS OS DIAS)
A coordenação de políticas entre áreas e esferas de governo é fundamental para potencializar a resposta dos Estados federativos à pandemia de COVID-19. No Brasil, embates políticos entre o Presidente da República, governadores e prefeitos sobre as medidas de prevenção e tratamento dos casos impediram uma atuação efetiva do Estado, gerando reações contraditórias, descrédito e insegurança da população. Quais fatores propiciaram a situação de crise política e as dificuldades de coordenação federativa das medidas de mitigação da pandemia no Brasil? Como diferentes atores políticos do Estado e da sociedade atuaram nesse processo? De que forma a experiência brasileira se diferencia de outros países federativos da América Latina no enfrentamento da COVID-19? Existem mudanças em curso do arranjo federativo da política de saúde brasileira? Essas questões orientaram os trabalhos desta seção que tem como objetivo trazer reflexões sobre as relações federativas nas políticas de saúde no contexto da COVID-19. (Luciana Dias de Lima)

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Relações Federativas e Regionalização da Saúde
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SA03 - Eixo 2 - Regionalização e redes de atenção à saúde (TODOS OS DIAS)
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SA03 - Eixo 2 - Regionalização e redes de atenção à saúde (TODOS OS DIAS)
A regionalização destaca-se como um processo complexo, multifacetado, tendo um conjunto considerável de fatores condicionantes, dentre os quais destacam-se as desigualdades regionais, as relações federativas caracterizada pela escassa distribuição de recursos, a alta concentração de serviços nos municípios de maior porte, a frágil integração dos diferentes pontos de atenção, que em conjunto com a execução do planejamento regional de forma fragmentada, a tornam um grande desafio para a implementação do SUS. Os aspectos destacados acima, orientaram os trabalhos do eixo Regionalização e Redes de Atenção à Saúde, com ênfase na abordagem sobre a agenda de cooperação regional no contexto da COVID-19, utilização de ferramentas de planejamento contribuindo com uma melhor alocação de recursos e distribuição geográfica dos equipamentos de saúde, discussão sobre a importância da qualificação da governança regional por meio da participação ativa e articulada dos diferentes atores estratégicos e o exercício dessa ações através da constituição do Consórcio de Saúde, como dispositivo estratégico e potencializador da gestão pública regional. (André Luís Bonifácio de Carvalho)

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Relações Federativas e Regionalização da Saúde
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SA04 - Eixo 2 - Regionalização e Desafios da Gestão do SUS (TODOS OS DIAS)
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SA04 - Eixo 2 - Regionalização e Desafios da Gestão do SUS (TODOS OS DIAS)
Na atualidade a regionalização, mais do que uma diretriz do SUS, se tornou a principal estratégia para a viabilizar a universalidade equitativa e integral do Sistema, sobretudo em um cenário crítico, de emergência de saúde vivenciado no período da pandemia. No entanto, a operacionalização desta diretriz tem se mostrado um processo complexo e os trabalhos deste eixo apontam alguns desafios enfrentados pelos gestores: a fragmentação do SUS, a disputa por recursos, a desigualdade regional, a descontinuidade política, a invisibilidade e a falta de empoderamento dos gestores dos municípios menores nas instâncias de gestão do sistema de saúde; a falta de garantia de um financiamento estável e os incipientes processos de gestão e governança interfederativa e de planejamento regional.

Algumas iniciativas como o planejamento integrado das redes de atenção à saúde regionais, a maior participação do ente estadual na coordenação das ações no espaço regional e o apoio e suporte técnico aos gestores por meio dos apoiadores dos Cosems, foram descritas como estratégias potentes na construção de um processo de regionalização solidária e colaborativa no SUS. (Brígida Gimenez Carvalho)

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Sistemas e Redes de Atenção
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SA05 - Eixo 4 - Gestão e Integração das Redes de Atenção (TODOS OS DIAS)
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SA05 - Eixo 4 - Gestão e Integração das Redes de Atenção (TODOS OS DIAS)
Bloco de textos referentes à relação entre as instituições formadoras e os serviços de saúde

Uma maior aproximação entre as instituições formadoras e os serviços de Atenção Primária à Saúde tem sido estimulada por políticas indutoras das áreas da Saúde e Educação, sendo reconhecidos os ganhos obtidos na qualificação do cuidado dedicado a pessoas e coletividades, na formação de alunos dos diversos cursos da área da saúde e pós-graduandos estrito e latu senso, e na capacitação e maior satisfação dos trabalhadores dos serviços. Muitas experiências nesse sentido estão aqui apresentadas.

Essa desejada articulação exige, por sua vez, a construção de um trabalho coletivo pactuado por gestores, docentes, discentes, usuários e trabalhadores dos serviços de saúde, segmentos que têm seus tempos político-institucionais, necessidades, demandas, possibilidades e limites próprios.

É comum serviços assistenciais serem interrompidos durante o calendário acadêmico ou ações conjuntas serem suspensas pelos limites institucionais de uma ou outra parte. Grades curriculares muito rígidas dificultam até a própria integração de diferentes grupos de estudantes e residentes no mesmo serviço de saúde. Assim perguntamos: avançamos e transpusemos os muros acadêmicos em direção à comunidade e aos serviços de saúde, mas estamos de fato juntos ou apenas no mesmo lugar? Qual a sustentabilidade a ser criada para a permanência necessária das mudanças produzidas nesses processos de aproximação? 

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Sistemas e Redes de Atenção
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SA06 - Eixo 4 - Redes de Atenção: unindo a diversidade de demandas de saúde (TODOS OS DIAS)
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SA06 - Eixo 4 - Redes de Atenção: unindo a diversidade de demandas de saúde (TODOS OS DIAS)
O conjunto dos trabalhos desse Eixo expõe questões e aspectos relacionados ao agir das Redes de Atenção à Saúde a partir de diferentes e particulares objetivos e realidades. O que se pauta através dos relatos de experiência e investigações dos serviços é a caracterização de possibilidades dos processos de trabalho nas Redes de Atenção à Saúde, identificando potencialidades e limites, visando, assim, certos diagnósticos situacionais na perspectiva de efetivação do cuidado integral em saúde.

A maioria dos trabalhos tomam a abordagem qualitativa, demonstrando a potência dessa metodologia para a investigação em saúde em ato. Através de sujeitos que operam os processos de trabalho, como também dos sujeitos alvos da intervenção revelam-se dimensões técnico-assistenciais dos componentes gerais de uma Rede de Atenção à Saúde, que de uma maneira geral, apresentam-se fragmentados, promovendo, desse modo, a baixa efetividade e eficácia do agir em saúde.

Que provocações essas exposições desses autores nos colocam? Que saídas são possíveis? Será que a centralidade da questão se encontra na competência técnica e política da gestão pública em saúde?

Aqui deixamos nossas iniciais considerações e esperamos que no transcorrer do Congresso os autores e demais congressistas explorem esse diálogo!!

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Financiamento da saúde
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SA07 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 1 (TODOS OS DIAS)
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SA07 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 1 (TODOS OS DIAS)
Vimos presenciando no Brasil a permanência de políticas de austeridade fiscal, especialmente a partir do ajuste do governo federal em 2015, intensificando-se depois do golpe parlamentar de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff. Esse quadro vem impondo permanentes ataques aos direitos sociais, em particular à saúde pública universal, fragilizando o Sistema Único de Saúde. Trata-se de um período de recorrentes embates e sinais claros de redução da sustentabilidade financeira do sistema. Com a crise sanitária da Covid-19, o cenário de desfinanciamento do SUS tornou-se, ainda mais, problemático. Toda essa discussão, acrescida de proposições para o seu enfrentamento, é bem-vinda e favorece a produção de reflexões científicas e operacionais para o seu fortalecimento. Assim, podemos indagar: em que medida as políticas de austeridade fiscal vêm prejudicando o SUS e quais possíveis medidas/propostas podem contribuir para a sua sustentabilidade financeira? Afinal de contas, a literatura internacional no campo da economia da saúde e da epidemiologia social já demonstrou empiricamente que a austeridade fiscal “mata”, piorando as condições de morbimortalidade das populações. Em meio à pandemia, portanto, mantida essa orientação econômica, ela se torna forçosamente genocida.

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Financiamento da saúde
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SA08 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 2 (TODOS OS DIAS)
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SA08 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 2 (TODOS OS DIAS)
A apuração dos gastos em saúde no SUS constitui importante trabalho para conhecermos a extensão das ações e serviços de saúde providas à população brasileira. Sabe-se que os municípios brasileiros vêm dedicando grande parte de suas receitas próprias ao gasto com saúde. Em 2019, os dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) – que constitui instrumento para o acompanhamento do cumprimento do dispositivo constitucional que determina, no orçamento, a aplicação mínima de recursos em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) – indicam que os municípios, em média, aplicam cerca de 30% da receita de impostos, compreendidas as transferências constitucionais, em saúde. Certamente, essa dimensão de aplicação tem contribuído para a diminuição das desigualdades sociais, em geral, e da saúde, em particular. Por sua vez, com o advento da pandemia, os gastos municipais tiveram que enfrentar essa situação, fazendo com que a sua dimensão se elevasse. Ainda, cabe lembrar que a atuação conjunta dos municípios contribui para ampliar a efetividade das ações e serviços de saúde e compartilhar a responsabilidade dos seus gastos e isto, em alguma medida, vem ocorrendo por meio do esforço de consórcios intermunicipais de saúde. Para tanto, torna-se fundamental o acompanhamento do financiamento dos consórcios de saúde. Assim, podemos apresentar a seguinte indagação geral: Qual o patamar necessário do gasto municipal de saúde para que o SUS, em nível local, seja sustentável e produza uma saúde condizente às necessidades de saúde da população?

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Financiamento da saúde
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SA09 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 3 (TODOS OS DIAS)
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SA09 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 3 (TODOS OS DIAS)
A Atenção Primária à Saúde (APS) nasceu, constituindo-se como uma forma de enfrentamento e luta por uma saúde para todos os povos e que, de certo, expressaria a melhor forma de construir justiça social assegurando o direito à saúde como o mais importante de todos. O SUS tem caminhado nesta direção, à medida que vem priorizando esse nível de atenção à saúde (o que inclui o campo da saúde bucal), entendido como “porta de entrada do sistema” e coordenador do cuidado em saúde. Isto torna-se claro, especialmente, em tempos de enfrentamento ao coronavírus. Contudo, não se consegue alcançar uma APS efetiva nos municípios sem que sejam alocados recursos financeiros condizentes para o seu desenvolvimento. Nesta perspectiva, a questão da alocação dos recursos federais e dos recursos estaduais para a APS nos municípios constitui-se tema fundamental de discussão e pesquisa no âmbito do SUS. Recentemente, a temática da alocação de recursos, por meio do novo modelo de financiamento federal para APS ganhou centralidade política. Tendo em mente a proposta da "Cobertura Universal em Saúde", esse modelo se choca com as diretrizes do SUS em torno da universalidade e da integralidade, uma vez que a lógica do cadastramento e da cesta de serviços impõe na verdade a redução do tamanho do Estado, mercantilizando a atenção primária e focalizando a cobertura dos serviços de saúde nos grupos mais pobres e vulneráveis. A rigor, esse modelo não reconhece que a alocação de recursos federais deve estar baseada, em larga medida, em critérios de necessidades de saúde, conforme determinam a legislação do SUS (Lei nº 8080/90 e Lei nº 141). Ademais, considera-se o desempenho da política de saúde importante dimensão a ser incorporada como critério de alocação de recursos. Há como materializar critérios de necessidades de saúde e de desempenho nas decisões sobre alocação de recursos federais e estaduais? É possível apreender tal questão no conjunto dos trabalhos desse Grupo?

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Financiamento da saúde
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SA10 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 4 (TODOS OS DIAS)
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SA10 - Eixo 6 - Financiamento da Saúde 4 (TODOS OS DIAS)
Ao longo dos 33 anos de existência do SUS, ao lado do problema do seu financiamento, a questão da gestão também adquire destaque quando se aborda os desafios desse sistema. Sabe-se que a gestão abrange um vasto leque de temas e dimensões. De maneira mais ampla, a gestão das ações e serviços de saúde do SUS vem sendo marcada por um amplo debate no tocante a novas modalidades, incluindo as formas privatizantes. Nesta perspectiva, ressaltam-se diversos trabalhos que vem se dedicando à avaliação das Organizações Sociais de Saúde enquanto uma dessas modalidades em nível dos estados e dos municípios. Outras formas, mais abrangentes ou até específicas, também, ganham contorno no debate mais amplo sobre a relação público-privada na saúde. Vale dizer, além da questão da corrupção e das fraudes, a mercantilização do SUS, operada pela introdução das OSS, captura a gestão das políticas de saúde (patrimonialismo), fragiliza a capacidade de planejamento das três esferas de governo (falta de coordenação administrativa) e amplia o custeio global de funcionamento do SUS (ineficiência). Dadas as regras fiscais em vigor, que precisam ser revistas, uma vez alterada a correlação das forças, é necessário criar mecanismos regulatórios voltados para esse mercado, bem como se torna essencial discutir com os trabalhadores da saúde novas formas organizacionais públicas para superar esse hibridismo institucional. Quando se refere à uma dimensão mais específica da gestão, um tema mais inédito vem sendo incorporado na discussão: a gestão estratégica de custos no âmbito do SUS. Nesta discussão, cabe as seguintes indagações: o que os estudos e pesquisas tem apresentado sobre o desempenho dessas modalidades privatizantes de gestão, como as OSS, na gestão das ações e serviços do SUS? Em que medida, a relação público-privado na prestação dos serviços de saúde tem contribuído para a efetividade e qualidade do SUS? Por fim, paralelamente, merece comentar que na história do SUS, o programa de combate à AIDS é um exemplo para o mundo. Discutir a sua importância e referenciarmos à uma perspectiva da política de combate à AIDS no plano internacional e, inclusive no campo do financiamento, nos parece uma tarefa de pesquisa essencial. Qual a força da política de combate à AIDS em nível internacional? E, como inserir o programa do SUS nessa discussão?

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Produção de conhecimento em política, planejamento e gestão no contexto da saúde coletiva
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SA11 - Eixo 10 - Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no Contexto da Saúde Coletiva (TODOS OS DIAS)
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SA11 - Eixo 10 - Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no Contexto da Saúde Coletiva (TODOS OS DIAS)
A proposta de inserção do Eixo Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no Contexto da Saúde Coletiva no 4º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão da Saúde da ABRASCO teve como objetivo principal estimular a reflexão teórico-crítica acerca da fundamentação e renovação da investigação em Política, Planificação e Gestão em Saúde, problematizando o modo como tem se construído o conhecimento e a prática da pesquisa, considerando os desafios da atualidade no contexto latino-americano e favorecendo a reflexividade. Nos trabalhos aqui reunidos identificamos novos objetos e temas de interesse para a área e verificamos o esforço em especial na análise acerca do processo político e dos desafios da gestão frente ao contexto da pandemia Covid-19. Parabéns aos autores pelos trabalhos e pela contribuição dada à área de PPG e à saúde coletiva. Recomendamos que participem da mesa que trata do tema da produção de conhecimento em PPGS onde serão debatidos o estado da arte na área, tendências e perspectivas frente aos novos desafios trazidos pela pandemia. Um ótimo Congresso!

Comentário sobre o trabalho 34407 - FERRAMENTAS PARTICIPATIVAS NAS PESQUISAS DE ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL: REFLEXÕES A PARTIR DA ADAPTAÇÃO DO INSTRUMENTO RECOVERY SELF-ASSESSMENT FAMÍLIA
O trabalho apresenta um relato de pesquisa sobre a experiência de adaptação transcultural de um instrumento em saúde mental – RSA-R família - para a realidade brasileira. O processo contou com a participação de familiares de usuários acompanhados pelos serviços de saúde mental e dois estudos pilotos foram analisados. O estudo conclui que a participação de familiares no processo de adaptação do instrumento trouxe muitos ganhos para a pesquisa possibilitando maior aproximação com as demandas existentes. Certamente, há aprendizados importantes a serem compartilhados pelo estudo no âmbito de um Congresso de Política, Planejamento e Gestão da Saúde, mas considerando a proposta do Eixo Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no contexto da Saúde Coletiva, seria importante o trabalho apresentar questões que indicassem as contribuições para o desenvolvimento de estudos nessa área. Sugere-se aos pesquisadores que façam uma reflexão discutindo como a adaptação de um instrumento de saúde mental potencializa a gestão e organização do cuidado em saúde e o que deste processo contribui para a produção de conhecimento em Gestão e Políticas Públicas de Saúde.

Comentário sobre o trabalho 32486 - TERAPIA OCUPACIONAL, POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO: APROXIMANDO SABERES NO CONTEXTO DA SAÚDE COLETIVA
O trabalho apresenta os achados de um interessante levantamento bibliográfico que buscou sistematizar estudos e pesquisas sobre Terapia Ocupacional (TO) e o campo da Saúde Coletiva, particularmente para a área e PPG. Mostra-se interessante por evidenciar aproximações entre as áreas enquanto campo disciplinar e âmbito de práticas, destacando aspectos que envolvem a identificação de necessidades de saúde, o planejamento das intervenções e políticas e a relação da gestão com a qualificação das práticas assistenciais. O estudo selecionou 50 artigos, entre os quis 28 tratavam da TO enquanto ação política, presente em programas e políticas públicas diversas; 9 artigos sobre TO e planejamento de ações terapêuticas ocupacionais, bem como a utilização de ferramentas e estratégias de planejamento e gestão para qualificação do cuidado; 15 artigos específicos sobre gestão com temas como a formação e a atuação da TO no âmbito da gestão, aspectos da gestão que facilitam ou dificultam a atuação da TO. Tendo em vista a socialização do trabalho, seria interessante deixar claro qual a abordagem utilizada para a síntese (revisão integrativa, sistemática; revisão de escopo etc.) bem como maior detalhamento das estratégias de busca e sistematização, tais como explicitação de critérios de exclusão e inclusão de trabalhos. O estudo pode ser favorecido com a discussão sobre a construção do campo da Saúde Coletiva, particularmente nas suas relações com a área de PPG, de forma a acompanhar características e tendências de pesquisa nesta área.

Comentário sobre o trabalho 34523 - A ESTRATÉGIA DA PREVENÇÃO COMBINADA DO HIV NOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO EM SAÚDE NO SUL DO BRASIL
Tendo por objetivo investigar como a prevenção combinada do HIV é abordada nos instrumentos de gestão em saúde do Estado do Rio Grande do Sul, constata-se baixíssima presença do termo em 23 instrumentos de gestão analisados, apontando-se para uma visão da gestão da qual se aparta a noção de prevenção, o que teria consequência importantes para a prática assistencial nos serviços de saúde. Aponta-se muito rapidamente o possível significado dessa presença tão pequena da noção de prevenção combinada como indicativo de abordagem preferencial de corte biomédico e não integrando prevenção no cuidado provido nos serviços de saúde. Do ponto de vista do presente EIXO, relativo à produção do conhecimento em PPG, esse é um resultado muito importante para a questão assistencial de ‘como lidar com os pacientes portadores de HIV ou como lidar com usuários dos serviços em situação de vulnerabilidade ao HIV’. Mas já essa aproximação do problema assistencial da perspectiva da gestão e que valoriza a produção do conhecimento como problema a ser trabalhado neste Eixo está pouco ou quase nada considerado no trabalho. Sugere-se que os apresentadores façam uma reflexão nessa direção, discutindo a integração da prevenção na abordagem clínica no interior da prática assistencial. A discussão que foi apresentada coloca-se apenas no plano da prática assistencial e recomenda-se que seja explorada quanto a suas possibilidades e limites principalmente para a produção de conhecimento em Gestão e Políticas Públicas.

Comentário sobre o trabalho 34745 - IDENTIDADE(S) TRANS: CORPO, PRODUÇÕES DISCURSIVAS E INTERSECCIONALIDADES
O estudo tem como tema central a constituição das identidades e os mecanismos de resistências que atravessam as experiências transexuais com vista ao desenvolvimento de políticas sociais voltadas a atender demandas dessa população sob o olhar da interseccionalidade. A partir de fragmentos de entrevistas com duas mulheres trans, o estudo buscou produzir uma compreensão sobre as experiências de vida e da transexualidade reconhecendo situações de preconceito, estigma e violências. O olhar para o relato do cotidiano revelou intensidades e múltiplas sobreposições dos marcadores sociais sobre essas vidas indicando a necessidade de se ampliar o debate a respeito dos desafios no atendimento às necessidades sociais e de saúde das pessoas transexuais que vivenciam vulnerabilidades múltiplas. No contexto de discussão do Eixo Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no contexto da Saúde Coletiva, o estudo traz contribuições muito importantes e configura uma linha de pesquisa que merece ser ampliada e aprofundada no âmbito da saúde coletiva. Do ponto de vista teórico-metodológico, cabe ressaltar a incorporação de referenciais e estratégias de pesquisa que reforçam o saber situado e reconhecem a diversidade de existências e modos de andar a vida, essencial para o desenvolvimento de políticas de saúde que visem assegurar a defesa da vida.

Comentário sobre o trabalho 34922 - BIOPOLÍTICAS EM TEMPOS DE PANDEMIA: AS TÉCNICAS LOCAIS DE GOVERNO DOS CORPOS NA PANDEMIA
O trabalho apresenta informações e questões reunidas pelo Observatório de Saúde Coletiva da Universidade Federal de São João Del-Rei sobre as controvérsias públicas científicas e políticas sobre as maneiras de governar a população no contexto da pandemia de COVID-19. O acompanhamento revela que houve um negligenciamento da saúde em prol da economia, com ausência do debate a respeito das determinações sociais do processo saúde e doença, culminando num padrão territorial de adoecimento que acentua desigualdades e atinge de forma diferenciada as camadas da sociedade. Considerando a proposta do Eixo Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no contexto da Saúde Coletiva, o trabalho soma contribuições para se pensar metodologias, ferramentas e dispositivos que potencializem a visibilização dos processos políticos e modos de governar, subsidiando pesquisadores, profissionais de saúde e população em geral o acesso a informações mais qualificadas. Vale investir em documentar a metodologia utilizada no Observatório e aprofundar análises garantindo também a divulgação dos achados.

Comentário sobre o trabalho 34938 - FERRAMENTA DE VISUALIZAÇÃO DAS MEDIDAS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL IMPLEMENTADAS NO PAÍS PARA SUBSIDIAR A GESTÃO DE POLÍTICAS DE ENFRENTAMENTO À COVID-19
O trabalho tem por objetivo apresentar uma ferramenta de visualização de dados que disponibiliza informações sobre as medidas de distanciamento social implementadas e flexibilizadas nos estados brasileiros, postulando que esse conhecimento acerca desses dois procedimentos práticos – a implementação e a flexibilização – do distanciamento social auxiliariam gestores em tomadas de decisão para o enfrentamento da pandemia COVID-19. Trata-se de ferramenta de acesso pública e não especificamente voltada para a gestão e que apresenta dados das datas de implementação e flexibilização de cada categoria de medidas e segundo seu índice de rigidez ao longo do tempo. Além disso, é apresentada a evolução dos casos e óbitos por covid-19 em cada estado brasileiro, assim como o índice de isolamento social. A seguir apontam-se no estudo a utilidade no uso da ferramenta, as quais não contemplam o EIXO da produção de conhecimento em PPG, para o qual o trabalho foi submetido. Assim sugerimos que os autores abordem especificamente esse aspecto, trabalhando a questão: Quais são as utilidades dessas informações trazidas pela ferramenta em termos de se conhecer melhor os procedimentos de implementação e de flexibilização das medidas de distanciamento social? Esse destaque aos procedimentos citados, foram apontados como importantes pelos autores, por isso os retomamos aqui. Então se deve considerar: há informações na ferramenta para tal? Isto é, a ferramenta permite que se indague e se problematize o que é a implementação e o que é a flexibilização e de que modo esses procedimentos bem como a cronologia de suas ocorrências (um dado destacado pelos autores) podem constituir conhecimento para a tomada de decisão da gestão? E decisão sobre o que? Manter ou não manter o distanciamento? O que significa flexibilizar? Manter parcialmente ou quanto manter ou não manter o distanciamento? Sugerimos aprofundar a reflexão sobre qual a natureza da utilidade dessa ferramenta para a produção do conhecimento em Gestão e em Políticas Públicas

Comentário sobre o trabalho 35116 - EMPODERAMENTO SOCIAL NO ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NA CIDADE ESTRUTURAL/DF – UMA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E APLICAÇÃO
O estudo apresenta a experiência decorrente de um Curso de Especialização e Curso Livre sobre Governança Territorial para o Desenvolvimento Saudável e Sustentável ofertado pela Fiocruz/Brasília, UnB e IFB. Os alunos, por fazerem parte de uma Rede Social Local e/ou atuarem como líderes comunitários na Cidade Estrutural do Distrito Federal, viram-se no momento da pandemia Covid-19 estimulados a aplicar a metodologia aprendida. A partir da prática de uma vigilância popular em saúde mobilizaram a construção coletiva implementando um projeto de intervenção local que ampliou a capacidade de resposta e a resiliência da comunidade contra os efeitos da pandemia. A experiência mostra o potencial da formação para o desenvolvimento de capacidades e para ações efetivas para o empoderamento social. Considerando a proposta do Eixo Produção de Conhecimento em Política, Planejamento e Gestão no contexto da Saúde Coletiva, seria interessante explorar as possibilidades e limites deste referencial e prática formativa para a produção de conhecimento em Gestão e Políticas Públicas.

Comentário sobre o trabalho 35407 - O ENSINO DO EIXO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Trabalho interessante que descreve a estruturação do ensino no eixo de Política, Planejamento e Gestão em Saúde no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Graduação em Saúde Coletiva do curso na Universidade de Pernambuco, implantado em 2013. O perfil do sanitarista, Bacharel em Saúde Coletiva, prevê competências para atuar no nível municipal, estadual e federal, em autarquias públicas dos setores da Seguridade Social e no Sistema Único de Saúde. O trabalho mostra que o eixo de Política Planejamento e Gestão está estruturado ao longo do curso, em distintos períodos, sendo ofertado um Modulo Interprofissional favorecendo a formação para o trabalho em equipe e o trabalho colaborativo entre estudantes dos cursos de graduação de ciências da saúde. No VII e VIII períodos ocorre o Estágio Curricular Obrigatório e componentes para acompanhamento do Trabalho de Conclusão do Curso. Os autores destacam que a proposta do currículo integrado busca articular teoria e prática por meio de uma organização do currículo por competências. Tendo em vista a socialização do trabalho, seria interessante descrever como ocorrem as iniciativas de avaliação periódica do Curso e de seu projeto pedagógico, em particular no que se refere aos componentes curriculares de PPGS. Quais as lacunas formativas podem ser percebidas neste Eixo? Como ocorre o desenvolvimento de habilidades e a formação de valores em atividades práticas imersas no cotidiano da gestão, dos serviços e das comunidades? Como os alunos percebem e produzem julgamento sobre estas experiências? Existe relação com movimentos sociais?

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA12 - Eixo 1 - Cidadania, direitos e territórios (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA12 - Eixo 1 - Cidadania, direitos e territórios (TODOS OS DIAS)
As políticas sociais no Brasil a tem sofrido importantes alterações nos últimos anos. A influência de determinantes econômicos macroestruturais restritivos às rubricas do orçamento social agora pode ser avaliada em uma perspectiva longitudinal e importantes mudanças demográficas, territoriais e político/partidárias têm sido observadas.

A investigação sobre a expressão concreta dos consensos em torno do neoliberalismo e seu impacto sobre as políticas sociais redistributivas como o SUS são centrais para esse grupo de trabalhos. A deterioração dos indicadores sociais. O campo da Saúde Coletiva certamente dispõe de ferramentas de investigação e construção de conhecimento que podem servir de subsídio para a ação política qualificada com vistas ao estabelecimento de novos consensos em torno da pauta de políticas sociais.

Neste novo século, a discussão de um projeto de sociedade requer o debate sobre os sucessos e fracassos das utopias sociais do século XX. O Estado do bem-estar social é uma invenção política e obra da socialdemocracia no último século, estimulando questionamentos permanentes sobre sua viabilidade política e econômica, assim como seu potencial para responder aos novos riscos sociais, incluindo organização de redes de proteção regionalizadas. Os trabalhos incluídos nesse grupamento incentivam e aprofundam o debate. Recomenda-se a leitura de:

Kerstenetzky, Celia Lessa, and Graciele Pereira Guedes. "O Welfare State resiste? Desenvolvimentos recentes do estado social nos países da OCDE." Ciência & Saúde Coletiva 23 (2018): 2095-2106.

Bambra, Clare, Katherine E. Smith, and Jamie Pearce. "Scaling up: the politics of health and place." Social Science & Medicine 232 (2019): 36-42.

E a consulta ao site: Regiões e Redes: caminho da universalização da saúde no Brasil (resbr.net.br)

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA13 - Eixo 1 - Pandemia (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA13 - Eixo 1 - Pandemia (TODOS OS DIAS)
A pandemia de COVID-19 é um desafio global para os sistemas de saúde que pode amplificar desigualdades preexistentes no acesso tempestivo a produtos e serviço, mas também pode ser uma oportunidade para a ação política com vistas à mobilização de novos consensos sobre critérios mais equitativos de distribuição dos recursos existentes.

Populações vulneráveis de pessoas em situação de rua ou com deficiência estão entre as que podem necessitar de oferta de assistência qualificada, mas é importante investigar em profundidade o quadro geral das reações e representações sociais sobre este fenômeno de ampla repercussão. Da mesma forma, iniciativas inovadoras voltadas para populações estigmatizadas e a equalização imediata da distribuição de recursos estratégicos como leitos hospitalares sejam eles públicos ou controlados por particulares precisam entrar na pauta de discussão política setorial.

A capacidade de articulação política com vistas ao encaminhamento de propostas fundamentadas em uma descrição fidedigna dos problemas estruturais do nosso sistema de saúde é determinante para definir se ao final da pandemia teremos um sistema de saúde mais robusto e equitativo ou manteremos o mesmo padrão histórico de desigualdade no acesso a serviços e produtos assistenciais.

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA14 - Eixo 1 - Estrutura e Conjuntura: agenda política (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA14 - Eixo 1 - Estrutura e Conjuntura: agenda política (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos incluídos nesta sessão são diversificados quanto a temática, objeto e abordagens metodológicas. O ponto comum das investigações é a escolha de objetos instigantes, ou seja, a vinculação dos trabalhos a agenda pública conformada por questionamentos ou a formulação de análises sobre a estrutura do capitalismo contemporâneo, neoliberalismo e traços do governo Bolsonaro, problemáticas emergentes como gênero e segurança, concepções mercantilistas na medicina de família e o enfoque sobre as percepções, os padrões cristalizados de apreensão e compreensão sobre o SUS. São temas extremamente relevantes e oportunos para a área de PPG. Espera-se que sigam sendo desenvolvidos e aprimorados no sentido da exploração de objetos situados na interface entre as estruturas e as conjunturas. Trabalhos entre outros de cientistas sociais (ciências políticas e economia) podem contribuir para a continuidade das pesquisas.

Avritzer, Leonardo. "O pêndulo da democracia no Brasil: uma análise da crise 2013-2018." Novos estudos CEBRAP 37.2 (2018): 273-289.

Nicolau, Jairo. "Os quatro fundamentos da competição política no Brasil (1994-2014)." Journal of Democracy (em português) 6.1 (2017): 83-106.

Singer, André. "Dois passos adiante, zigue zague e queda." Revista Eletrônica Gestão & Saúde 2.3 (2018): 206-214.

Pesquisas e informações atualizadas sobre política, sistema político e democracia, incluindo pesquisas de opinião podem ser encontradas no:

Observatório da Democracia (observatoriodademocracia.org.br)

Informações e estudos sobre iniciativas de parlamentares no Congresso Nacional estão disponíveis no Observatório do Legislativo Brasileiro (olb.org.br)

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA15 - Eixo 1 - Ações e Planejamento dos Cuidados à Saúde 1 (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA15 - Eixo 1 - Ações e Planejamento dos Cuidados à Saúde 1 (TODOS OS DIAS)
O grupo de trabalhos se caracteriza pelo foco nas atividades concretas das redes de serviços de saúde, ou seja, pela interrogação sobre a capacidade do sistema de saúde de responder objetivamente às necessidades de saúde. São investigações de natureza acadêmica e relatos de experiência extremamente pertinentes entre os quais encontram-se trabalhos desde o planejamento em situações concretas, passando por analises a respeito do uso de tecnologias de informação até os cuidados paliativos. Uma mostra da capacidade de aprofundamento da reflexão sobre as articulações entre políticas e planejamento. Sugerindo a continuidade dos importantes esforços já realizados recomenda-se a leitura

Storeng, Katerini T., Ruth J. Prince, and Arima Mishra. "The politics of health systems strengthening." Routledge handbook on the politics of global health. Abingdon: Routledge (2019).

Rietjens, Judith AC, et al. "Definition and recommendations for advance care planning: an international consensus supported by the European Association for Palliative Care." The Lancet Oncology 18.9 (2017): e543-e551.

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA16 - Eixo 1 - Ações e Planejamento dos Cuidados à Saúde 2 (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA16 - Eixo 1 - Ações e Planejamento dos Cuidados à Saúde 2 (TODOS OS DIAS)
O grupo de trabalhos tem como fio condutor a “aterrisagem” de teorias e aportes conceituais em práticas de saúde incluindo vigilância e ações direcionadas para segmentos populacionais específicos. Um esforço de aproximação às necessidades de organização dos serviços e a problemas de saúde. A sessão que reúne reflexões sobre “como fazer”, “como fazer” para assegurar o direito à saúde abre perspectivas de atuação e produção de conhecimento sobre o cotidiano do SUS. Os estudos convergem com os esforços realizados no mundo para tornar acessíveis e melhorar os cuidados à saúde. Iniciativas fragmentadas do ponto de vista de implementação e ainda frágeis em relação a avaliação são relevantes para questionar as escalas de programas e políticas de saúde; contribuem para testar ideias, conceitos e alocação e organização de recursos assistenciais. Para o aprimoramento e continuidade dos trabalhos, recomenda-se a leitura e um vídeo

Campos, Paola Abril, and Michael R. Reich. "Political analysis for health policy implementation." Health Systems & Reform 5.3 (2019): 224-235.

Ghaziani, Amin. "People, protest and place: Advancing research on the emplacement of LGBTQ+ urban activisms." Urban Studies (2021): 0042098020986064.

Conferência de Mario Testa em Buenos Aires, durante o Congresso de ALAMES em 1996 Mario Testa: La necesidad de pensar en salud - YouTube

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA17 - Eixo 1 - Medicamentos (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA17 - Eixo 1 - Medicamentos (TODOS OS DIAS)
O uso racional de medicamentos e a atuação do Estado na formulação e operacionalização de políticas públicas específicas sobre esse tema é questão estratégica para qualquer sistema de saúde.

O estabelecimento de critérios incontroversos sobre a incorporação de novas tecnologias dentro de padrões internacionais é especialmente importante em tempos em que à já conhecida pressão dos interesses comerciais de grupos econômicos privados controladores de patentes se soma o uso político leviano de panaceias medicamentosas sem garantias de efetividade são apresentadas como solução para problemas sanitários complexos.

Para o aprofundamento das importantes questões apresentadas por este grupo de trabalhos seria importante considerar, ao lado das questões de micro regulação pautadas quotidianamente pela incorporação de novos medicamentos, aspectos de política industrial imprescindíveis para a garantia da oferta de insumos estratégicos a preço razoável e compatível com a capacidade de produção de um país industrializado e renda média como o Brasil.

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Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA18 - Eixo 1 - Alta complexidade e câncer (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA18 - Eixo 1 - Alta complexidade e câncer (TODOS OS DIAS)
Problemas de saúde definidos como de alta, média complexidade, entre os quais os canceres, endereção desafios valorativos e pragmáticos aos sistemas de saúde. Os diversificados trabalhos reunidos nesse bloco são especialmente relevantes para o debate sobre a continuidade dos cuidados à saúde, conceito cunhado nos anos 1940, para estimar a necessidade de profissionais de saúde e que adquiriu novos significados ao longo do tempo especialmente o da coordenação das ações e uma comunicação, considerando direitos e autonomia dos cidadãos. Mais recentemente a continuidade do cuidado tornou-se um indicador e as medidas de dimensionamento dos processos de oferta de cuidados adquiriram centralidade nas avaliações de sistemas de saúde.

Dimensões como relacionamentos contínuos com os mesmos profissionais, equipes de saúde e a sequência das trajetórias assistenciais e as perspectivas dos pacientes incluindo empatia, direitos de decisão e transferência adequada de informações tem sido consideradas como variáveis estratégicas. Pacientes com doenças crônicas ou agudas exigentes de suportes de média e alta complexidade também são propensos a experimentar referenciamentos para diversas instituições desde unidades básicas de saúde, centros de especialidades, centros de diagnóstico, hospitais até reabilitação domiciliar exigindo uma coordenação de cuidados que identifique pontos críticos para reduzir riscos de eventos adversos, custos desnecessários com a duplicação de ações e a “peregrinação” e estresse dos pacientes.
Para a área de políticas, planejamento e gestão o tema e as enfoques aqui apresentados sinalizam interesse e dedicação a um objeto de estudo e intervenção fundamental para o SUS.

Sugestões de Leitura:
Nolte, Ellen, and World Health Organization. "How do we ensure that innovation in health service delivery and organization is implemented, sustained and spread?." (2018). Disponivel em: https://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0004/380731/pb-tallinn-03-eng.pdf?ua=1

Khayatzadeh-Mahani, Akram, et al. "International experiments with different models of allocating funds to facilitate integrated care: a scoping review protocol." BMJ open 8.11 (2018): e021374.

Horton, Susan, et al. "Health system strengthening: Integration of breast cancer care for improved outcomes." Cancer 126 (2020): 2353-2364.

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Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA19 - Eixo 1 - Educação e Saúde (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA19 - Eixo 1 - Educação e Saúde (TODOS OS DIAS)
Relatos de experiência e de iniciativas inovadoras em educação, especialmente com populações vulneráveis e excluídas são fundamentais para a construção de um ambiente onde usuários sejam protagonistas nos processos assistenciais e na formação profissional em saúde.

O conjunto de trabalhos deste grupo explora este universo das ações educativas em saúde, de espaços de controle social e de formação profissional com as motivações subjacentes aos agentes envolvidos.

A conjugação da análise de séries de casos concretos com leituras mais abrangentes sobre a dinâmica de processos históricos e de outros níveis de determinação de fenômenos sociais, entretanto, é fundamental para dar sentido e potência transformadora ao trabalho de educação em saúde.

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Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA20 - Eixo 1 - Política Ambiental e Saúde na Amazônia (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA20 - Eixo 1 - Política Ambiental e Saúde na Amazônia (TODOS OS DIAS)
A área de PPG tem um acervo de trabalhos sobre os impactos para saúde sobre das obras faraônicas da ditadura civil-militar e mais recentemente a escalada do desmatamento promovida por uma aliança entre os setores mais atrasados da economia bem como possui tradição nos estudos sobre a organização de serviços de saúde na Amazônia. Os trabalhos incluindo pesquisas e relatos de experiência representam uma atualização oportuna e relevante desse repertório que requer incorporação de temas como a ofensiva econômica e religiosa contra os povos indígenas. O horizonte limitado e equivocado que plasma um imaginário da região como o velho oeste americano, a obsessão do enriquecimento com minerais preciosos e de terra arrasada, onde tudo é provisório que dispensa a organização de uma infraestrutura permanente de serviços de saúde. Concepções errôneas que ao desprezarem a realidade, inclusive de pesquisa da região tornam-se incapazes de formular e implementar políticas de saúde efetivas para a população como um todo e para grupos populacionais específicos. Espera-se que avanço das investigações e as experiências que evidenciem novas alternativas se consolidem. Encontram-se abaixo sugestões bibliográficas:

de Sena Couto, Rosa Carmina. "Saúde e ambiente na Amazônia brasileira." Novos Cadernos NAEA 23.3 (2021).

Maciel, Franciclei Burlamaque, et al. "Política de Desenvolvimento, ambiente e saúde na Amazônia: uma análise da região do Tapajós." Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais 21.1 (2019): 155-172.

Casanova, Angela Oliveira, et al. "A implementação de redes de atenção e os desafios da governança regional em saúde na Amazônia Legal: uma análise do Projeto QualiSUS-Rede." Ciência & Saúde Coletiva 22 (2017): 1209-1224.

Garnelo, Luiza, Amandia Braga Lima Sousa, and Clayton de Oliveira da Silva. "Regionalização em Saúde no Amazonas: avanços e desafios." Ciência & Saúde Coletiva 22 (2017): 1225-1234.

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Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA21 - Eixo 1 - Políticas de Saúde Mental (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA21 - Eixo 1 - Políticas de Saúde Mental (TODOS OS DIAS)
A política nacional de saúde mental acumulou avanços na organização do sistema de atenção psicossocial, mas tem sido objeto de revisionismo e revogação de dispositivos e conquistas consagradas pela reforma psiquiátrica. Este grupo de trabalhos reúne relatos de experiências locais que se tronaram viáveis em um ambiente onde a experiência asilar havia cedido espaço para um modelo de cuidados mais abrangente.

Seria importante que um olhar crítico sobre as propostas de interdição da reforma sanitária em curso fosse confrontado com o acúmulo de conhecimento que os relatos de experiência reunidos neste grupo de trabalhos para o desenvolvimento de subsídios à ação política consequente em defesa de uma política de saúde mental efetiva e inclusiva.

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Estado, Políticas Sociais e Sistemas de Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA22 - Eixo 1 - Judicialização das políticas de saúde (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA22 - Eixo 1 - Judicialização das políticas de saúde (TODOS OS DIAS)
A judicialização se tornou tema obrigatório para a área de PPG. Os trabalhos sobre a temática evidenciam avanço dos estudos em direção a compreensão sobre a litigação judicial para especialidades/procedimentos ou âmbitos territoriais mais localizados conformando um detalhamento imprescindível à reflexão sobre as relações entre as políticas formuladas e implementadas por instituições do Poder Executivo. A judicialização tomada simplesmente como tensão entre demanda e oferta, como exame das interpretações da legislação sobre saúde pelo Poder Judiciário ou ainda como expressões de extravasamento de competências requer mais pesquisas. Sugere-se o prosseguimento dos esforços dos pesquisadores para o aprimoramento da compreensão sobre as origens e a dinâmica da judicialização. Para tanto recomenda-se a leitura de:

Nobre, Marcos, and José Rodrigo Rodriguez. "Judicialização da política": déficits explicativos e bloqueios normativistas. Novos estudos CEBRAP 91 (2011): 05-20.

E a consulta aos dados e relatórios da pesquisa: Judicialização da Saúde no Brasil Pesquisa CNJ: Judicialização da saúde no Brasil – NAPDISA (usp.br)

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Democracia e participação social
106 Sessão Assíncrona
SA23 - Eixo 3 - Participação Social – Análise das experiências e atuação dos Conselhos Gestores de Saúde (TODOS OS DIAS)
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SA23 - Eixo 3 - Participação Social – Análise das experiências e atuação dos Conselhos Gestores de Saúde (TODOS OS DIAS)
Os Conselhos Gestores de Saúde de caráter tripartite (Usuários, Trabalhadores e Gestores) acumulam experiências de vários anos de funcionamento do SUS. Atuam na formulação de políticas, melhoria da qualidade da atenção à saúde e transparência no uso dos recursos públicos na gestão do Poder Executivo (Ministério e Secretarias de Saúde) e nas Unidades Assistenciais.

Os trabalhos incluídos neste tema apresentam uma análise crítica da articulação dos Conselhos com a Gestão e traçam um panorama das ações e estudos específicos efetivadas em vários locais. Tem-se ainda experiências em programas de formação de conselheiros nos aspectos essenciais para o exercício de seus mandatos.

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Democracia e participação social
106 Sessão Assíncrona
SA24 - Eixo 3 - Participação Social – Participação Popular na Gestão de Políticas Públicas em Saúde (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA24 - Eixo 3 - Participação Social – Participação Popular na Gestão de Políticas Públicas em Saúde (TODOS OS DIAS)
Vários trabalhos chamam atenção para o caráter fundamental da participação social no âmbito do SUS, pela inclusão dos usuários no processo de tomada de decisões na gestão, na definição de ações assistenciais e na produção de tecnologias em saúde. Incluem-se análises críticas sobre os mecanismos formais de participação e o papel dos atores em questão.

De forma particular são apresentadas:

• Avaliações das instituições reguladoras na saúde em seu envolvimento com a sociedade e apontadas iniciativas estratégicas para ampliar a comunicação e participação social com esta finalidade.

• Fóruns locais de saúde acionados para debater a implementação de procedimentos técnicos em serviços de APS, Propostas de Políticas Públicas para Práticas Integrativas e Complementares e Atendimento a comunidades rurais.

• Análise de Política e Programas de Governo como o Participa SUS e seus componentes, em especial a Ouvidoria do SUS.

• Programa proposto e executado no município voltado para a População em Situação de Rua durante a pandemia, sob o prisma da participação social.

• Desenvolvimento de estratégias e iniciativas de saúde, no enfrentamento das intercorrências da pandemia nos territórios quilombolas, como o mapeamento destes territórios e ações de ampliação da organização das próprias comunidades.

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Democracia e participação social
106 Sessão Assíncrona
SA25 - Eixo 3 - Participação Social – Participação social e formação política: experiências de integração entre instituições de ensino e comunidade (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA25 - Eixo 3 - Participação Social – Participação social e formação política: experiências de integração entre instituições de ensino e comunidade (TODOS OS DIAS)
Reúne diferentes trabalhos de extensão e formação profissional, com relatos de experiências e pesquisas que envolvem estudantes, professores e a comunidade numa ação integrada, com troca de saberes e fortalecimento da cidadania de todos os envolvidos. A atuação conjunta de instituições de ensino e comunidade proporciona uma formação de profissionais com valores éticos, capacidade de respeito às diferenças e comprometidos com práticas de promoção da saúde como direito e com a equidade social.

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Democracia e participação social
106 Sessão Assíncrona
SA26 - Eixo 3 - Movimentos sociais, informação e educação em saúde – desafios e fortalecimento para organização comunitária (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA26 - Eixo 3 - Movimentos sociais, informação e educação em saúde – desafios e fortalecimento para organização comunitária (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos aqui reunidos abordam os resultados esperados e obtidos a partir de diferentes estratégias de mobilização e formação política, por meio da educação em saúde, da participação ativa em fóruns e da intervenção social. No contexto da pandemia por COVID19, são descritas e analisadas tanto experiências de fortalecimento da articulação comunitária como são apontados desafios e tensões com instâncias de gestão e com a infodemia (a “epidêmica” difusão de informações falsas pelas mídias sociais.)

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA27 - Eixo 4.1 - Integração Ensino-Serviço (TODOS OS DIAS)
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SA27 - Eixo 4.1 - Integração Ensino-Serviço (TODOS OS DIAS)
Bloco de textos referentes à relação entre as instituições formadoras e os serviços de saúde.

Uma maior aproximação entre as instituições formadoras e os serviços de Atenção Primária à Saúde tem sido estimulada por políticas indutoras das áreas da Saúde e Educação, sendo reconhecidos os ganhos obtidos na qualificação do cuidado dedicado a pessoas e coletividades, na formação de alunos dos diversos cursos da área da saúde e pós-graduandos estrito e latu senso, e na capacitação e maior satisfação dos trabalhadores dos serviços. Muitas experiências nesse sentido estão aqui apresentadas.

Essa desejada articulação exige, por sua vez, a construção de um trabalho coletivo pactuado por gestores, docentes, discentes, usuários e trabalhadores dos serviços de saúde, segmentos que têm seus tempos político-institucionais, necessidades, demandas, possibilidades e limites próprios.

É comum serviços assistenciais serem interrompidos durante o calendário acadêmico ou ações conjuntas serem suspensas pelos limites institucionais de uma ou outra parte. Grades curriculares muito rígidas dificultam até a própria integração de diferentes grupos de estudantes e residentes no mesmo serviço de saúde. Assim perguntamos: avançamos e transpusemos os muros acadêmicos em direção à comunidade e aos serviços de saúde, mas estamos de fato juntos ou apenas no mesmo lugar? Qual a sustentabilidade a ser criada para a permanência necessária das mudanças produzidas nesses processos de aproximação?

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA28 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e a pandemia COVID 19 (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA28 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e a pandemia COVID 19 (TODOS OS DIAS)
Trata-se de relatos de experiências e resultados de pesquisas no contexto das diferentes epidemias da Covid 19 na diversidade brasileira, diferentes enredos territoriais, modos de viver e modos de organizar as respostas de forma articulada. A Atenção Primária à Saúde como pilar fundamental das Redes de Atenção mostra evidências que diferentes estratégias na organização da Clínica e da Saúde Coletiva são fundamentais para um plano efetivo de enfrentamento à epidemia, a saber: a garantia e gestão do acesso, a avaliação de risco e vulnerabilidade, a responsabilização das equipes, o acompanhamento longitudinal, a coordenação do cuidado, orientação familiar e comunitária, educação em saúde, a produção da integralidade e trabalho em equipe traduzidas no sentido de uma vigilância epidemiológica capaz de produzir cuidado das pessoas e impedir a cadeia de transmissão, isolamento dos contatos próximos e domiciliares, entre outras. Considerando o contexto político, desfinanciamento do SUS, ausência de coordenação nacional para respostas articuladas à epidemia, quais evidências foram produzidas sobre a importância da APS na produção de saúde? Como foram traduzidas suas diretrizes ético-políticas em modos de organizar a Clínica e a Saúde Coletiva? Como fazer em Rede e utilizando a práxis como diretriz orientadora? Essas e outras pistas veremos aqui nessa roda de trabalhos.

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA29 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e as ações ampliadas de saúde (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA29 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e as ações ampliadas de saúde (TODOS OS DIAS)
Uma APS forte e resolutiva requer ação multi e interprofissional. Os trabalhos aqui apresentados discutem a contribuição de diferentes grupos profissionais.

Trata-se de um rico conjunto de abordagens que incluem estudos quali e quantitativos, revisões da literatura e relatos de experiência. Há estudos de coleta primária de dados e de uso de bases secundárias. Estudos longitudinais e estudos transversais.

Em seu conjunto os trabalhos no sobre saúde bucal abordam o efeito positivo da presença de profissionais da área, da gestão compartilhada na implementação de ordontia preventiva e interceptativa, assim como na rede cegonha. Demonstra-se o efeito da crise financeira na atenção odontológica nas macrorregiões de saúde.

Na assistência farmacêutica aborda-se a construção participativa de indicadores de monitoramento e um estudo de análise de política identificou as principais fortalezas e fragilidades num município do sudeste. Uma dupla de trabalhos aborda a contribuição dos fisioterapeutas. Um deles descreve a atuação deste profissional no NASF e o outro analisa práticas de reabilitação. De maneira semelhante, um trabalho analisa a contribuição do assistente social na APS. Finalmente, dois trabalhos abordam a contribuição das PICS, um deles estuda a auriculoterapia e o outro os fitoterápicos.

Você está convidado a assistir a apresentação destes trabalhos e deixar suas perguntas e reflexões para interação com os autores.

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA30 - Eixo 4.1 - Atenção Basica e populações vulneráveis (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA30 - Eixo 4.1 - Atenção Basica e populações vulneráveis (TODOS OS DIAS)
A garantia da equidade é sem dúvida um dos maiores desafios dos sistemas de saúde universais, o que ficou ainda mais evidente no curso da pandemia da Covid-19. Um dos primeiros passos para a sua consecução é identificar e conhecer a(s) parcela(s) invisíveis, mais vulneráveis da população.

As pesquisas e relatos de experiência aqui apresentados trazem enormes subsídios para esta discussão no cenário brasileiro. Numericamente são apenas 11 trabalhos nesta sessão, mas conseguiram de forma ímpar explorar/apresentar vários cenários brasileiros em que a vulnerabilidade é a tônica. São reflexões sobre populações residentes em áreas rurais e remotas, quilombolas, portadores de deficiência, pessoas vivendo com HIV, comunidades pesqueiras, trabalhadores da limpeza. Também foram exploradas as ações realizadas na construção de ações coletivas de cuidado em saúde mental; no processo de trabalho e construção do pertencimento à ESF; e na formação dos ACS para o enfrentamento da pandemia.

A riqueza é ainda maior, pois foram usadas as mais diversas estratégias metodológicas permitindo diversos olhares. Os resultados aqui apresentados aportam elementos que podem ser incorporados na construção de políticas que avancem na consolidação do SUS com um sistema de saúde integral e equânime 

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA31 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e as linhas de cuidado (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA31 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e as linhas de cuidado (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos aqui expostos abordam, basicamente, circunstâncias e estratégias favoráveis para o desenvolvimento de programas e ações em saúde na Atenção Básica à Saúde (APS), bem como os desafios/obstáculos para a implementação da Linha de Cuidado (LC) em diversas Redes de Atenção à Saúde (RAS), a saber, hipertensão arterial e diabetes mellitus, sobrepeso e obesidade, mulher gestante/puérpera e criança.

Algumas experiências mostram qualidade nas práticas de cuidado na APS quando o processo de trabalho é orientado pela integração de saberes teóricos efetivada pela articulação interprofissional e intersetorial. No entanto, na maioria das vezes, os relatos tratam dos desafios e das dificuldades encontradas para a efetiva implantação das LC pautadas.

Com base na leitura dos trabalhos, lançamos algumas indagações para fomentar uma discussão e uma reflexão crítica:

Quais seriam os motivos da baixa adesão e/ou desconhecimento de protocolos clínicos e outros materiais já consolidados em várias doenças e agravos à saúde entre os profissionais de saúde da APS?

Como formar, qualificar e fortalecer os profissionais da APS?

Como fortalecer o vínculo entre a equipe de saúde e usuários/territórios?

Como fortalecer os sistemas de informação de saúde do SUS como sistema qualificado, legítimo e útil para o uso no planejamento e na gestão da APS?

Como construir as pontes de ligação/articulação entre os pontos de atenção da RAS no percurso das LC?

Como multiplicar/expandir as experiências exitosas em saúde? Qual a sustentabilidade das experiências exitosas em saúde?

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA32 - Eixo 4.1 - Atenção Basica, Política e Gestão (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA32 - Eixo 4.1 - Atenção Basica, Política e Gestão (TODOS OS DIAS)
Estimados pesquisadores, sou Patricia Sanine e fiquei bastante entusiasmada com os trabalhos deste espaço, pois abordam uma temática de extrema relevância - Atenção Básica, Política e Gestão!

É interessante notar que a totalidade dos resumos apresentaram limitações e retrocessos relacionados à gestão política e organizacional, na cobertura da população por serviços de AB e no número de NASF, além da piora na qualidade da assistência neste nível de atenção.

Abordaram esforços de “deslegitimação” do SUS e das Políticas Sociais, a redução de recursos físicos e financeiros, e o incentivo à um modelo de privatização da gestão dos serviços de AB e da própria assistência, como responsáveis por este processo de sucateamento dos serviços de AB. Neste contexto, a pandemia da COVID-19 foi apresentada como um fator que reforça este movimento já existente.

Diante dos muitos desafios aqui apresentados para os profissionais e gestores da saúde, considerando que a crise econômica deve perdurar por mais alguns anos, como vocês imaginam o futuro da AB no nosso país? Existe um modo de se contrapor a esta realidade? Como podemos resgatar os princípios preconizados no SUS e incentivar o fortalecimento das políticas públicas e dos serviços de AB? 

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA33 - Eixo 4.1 - Desafios no fortalecimento da Atenção Básica (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA33 - Eixo 4.1 - Desafios no fortalecimento da Atenção Básica (TODOS OS DIAS)
Olá povo do nosso grupo “Desafios no fortalecimento da Atenção Básica”!

Sou Marco Akerman, docente da Faculdade de Saúde Pública da USP, no Departamento de Política, Gestão e Saúde. Eu fiquei contente com a leitura dos trabalhos do nosso Grupo. Eles refletem bem o espírito do 4o Congresso de Política, Planejamento e Gestão da ABRASCO.

A minha lente observou seis trabalhos sobre gestão do cuidado e do trabalho, dois analisando questões relativas ao planejamento e um fazendo um estudo sobre impacto de políticas sobre a assistência. Claro está que há mistura dos três eixos em muitos dos trabalhos que eu li. Por exemplo, há uma pesquisa sobre desabastecimento de vacinas (um tema atualíssimo, com a COVID19, não?) que poderia muito bem ser atribuído aos três eixos, planejamento da campanha, gestão da logística para a aplicação das vacinas, até a proposição (como faz a pesquisa) de uma política nacional para a produção de insumos vacinais, mas não deixa de haver ênfases que eu captei e lhes apresentei, acima.

Não caberia, nessa modalidade de “roda de conversa assíncrona”, discutir as especificidades de cada um dos trabalhos. Elas existem e são muitos instigantes para alimentar debates temáticos sobre uso racional de medicamentos, políticas de ciência, tecnologia e inovação, impacto na implementação de políticas, adesão ao tratamento de doenças infectocontagiosas, acesso às tecnologias assistenciais, metodologias de planejamento, redes de proteção social e gestão do trabalho.

Caberia sim, em sintonia com o título do nosso grupo: “Desafios no fortalecimento da Atenção Básica”, apontar que desafios suas pesquisas provocaram em mim. Os “sete desafios maravilhosos”:

1. Explicitar os conflitos inerentes ao mix público-privado que criam acesso seletivo ao cuidado na AB e especializada;
2. Advogar a expansão de uma política industrial nacional de equipamentos, insumos, vacinas e medicamentos;
3. Desenvolver mais amiúde avaliação dos impactos das políticas nacionais sobre a AB;
4. Fortalecer a infraestrutura física e de apoio profissional para a implementação de uma política de assistência farmacêutica que fortaleça o uso racional de medicamentos na AB;
5. Fortalecer e disseminar experiências da micropolítica dos vínculos entre usuários e equipes e das tecnologias alternativas;
6. Dinamizar o protagonismo das comunidades e das famílias nas redes de proteção social;
7. Customizar (personalizar) de acordo com o perfil local da AB suas estratégias de planificação e gestão do trabalho.

O que opinam?

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA34 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e planejamento (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA34 - Eixo 4.1 - Atenção Básica e planejamento (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos apresentados nesse bloco demonstram a preocupação dos autores com a ampliação do acesso e qualidade da atenção primária à saúde. Procuram analisar o impacto das diversas estratégias e programas de âmbito nacional, como também as de iniciativa local ou regional ao fortalecimento da APS. São abordagens criativas e com vários olhares que permitem aproximar o objeto de análise à realidade dos processos de implantação dos programas e estratégias e assim compreender os avanços e desafios à qualificação da APS. Foram analisados artigos de jornais, indicadores de saúde, escuta de profissionais e gestores, o perfil de atendimentos no acolhimento, o impacto da delegação da regulação do acesso para as unidades básicas, as parcerias e estratégias ao aperfeiçoamento do PMAQ, a distribuição e impasses quanto à força de trabalho na APS, as parcerias com instituições de ensino e pesquisa, como também as parcerias público-privadas. Os resultados encontrados tendem a auxiliar no processo de planejamento da rede de atenção à saúde, que mesmo considerando a APS como eixo central de análise, levaram em consideração a importância da articulação dos serviços de distintas complexidades com vistas à atenção resolutiva e impacto nos indicadores de saúde da população. Destacaram inúmeros avanços nos vários territórios estudados, como também desafios que precisam ser superados à consolidação da atenção primária à saúde. Pergunta-se: Diante dos inúmeros desafios e avanços apontados nesses estudos como continuar avançando em uma conjuntura de desfinanciamento da saúde, fragilidade na cooperação e coordenação interfederativa, ameaças de aprofundamento da privatização, esforços concentrados em ações de combate e prevenção da COVID-19? 

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Politica, gestão e atenção primária a saúde
106 Sessão Assíncrona
SA35 - Eixo 4.1 - Atenção Básica, Território e Redes (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA35 - Eixo 4.1 - Atenção Básica, Território e Redes (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos que compõem o tema “Atenção Básica, Territórios e Redes” dialogam com um tema necessário e que ainda representa um grande desafio à oferta de cuidados integrais e integrados pela Atenção Primária à Saúde no país: a coordenação do cuidado em duas dimensões – da integração que se faz necessária no território e entre as equipes (coordenação horizontal) e da integração entre níveis assistenciais (coordenação vertical). Três trabalhos tratam das estratégias de apoio institucional e mostram suas potencialidades para qualificação da APS. Neste sentido, são fundamentais para que a APS possa assumir seu papel de coordenadora de cuidados nas RAS – partindo-se do princípio de que só uma APS forte seria capaz de assumir tal protagonismo. Ainda na perspectiva da coordenação horizontal, temos um estudo que trata do fortalecimento do trabalho em equipe. Cabe ressaltar que, mesmo países com experiências de APS centradas no profissional médico, vêm progressivamente apostando em arranjos mais ampliados, de atuação multiprofissional. A integração entre APS e vigilância também potencializa as ações no território e se mostrou mais fundamentais que nunca pelas necessidades impostas pela pandemia provocada pela Covid-19. Assim, também representa um dos pilares de uma APS forte, que se somam e se potencializam por meio do desenvolvimento de ações intersetoriais – aspecto ainda pouco desenvolvido por muitas equipes e por isto merecedor de estudos e estratégias para fomentá-lo. A saúde mental e sua abordagem também é um tema caro à APS brasileira na medida em que muitas práticas puderam ser desenvolvidas com o apoio dos profissionais do NASF e na interlocução com os serviços de saúde mental de base territorial, sendo o PMAQ uma estratégia avaliativa que permitiria acompanhar a qualificação das ações ao longo do tempo. Tratar a temática dos grandes frequentadores da APS no leva a refletir sobre o princípio da equidade e da “lei dos cuidados inversos”. Afinal como garantir o acesso da população que mais necessita de cuidados? Em complementariedade ao conjunto de trabalhos que tratam de estratégias capazes de fortalecer a APS, temos três trabalhos que abordam o caminhar da APS aos demais níveis de atenção. A análise e monitoramento das referências pode ser um bom parâmetro tanto para avaliar a resolutividade da APS quanto também os gargalos à retaguarda terapêutica, o que poderia representar um importante instrumento de gestão e avaliação do cuidado. Ainda nesta perspectiva, vários estudos demonstram que estratégias comunicacionais (na equipe e com os demais profissionais da RAS) são necessárias à efetivação de um cuidado coordenado que, afinal, possa representar para o usuário a possibilidade de alcançar cuidados longitudinais, tema de um dos trabalhos aqui apresentado!

Espero que mesmo à distância possamos compartilhar experiências, a partir destes trabalhos que nos inspiram à busca contínua pelo fortalecimento da APS e seu protagonismo na condução do cuidado pela RAS!!

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Política, gestão e atenção hospitalar
106 Sessão Assíncrona
SA36 - Eixo 4.2 - Gestão, Planejamento e Atenção Hospitalar (TODOS OS DIAS)
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SA36 - Eixo 4.2 - Gestão, Planejamento e Atenção Hospitalar (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos deste eixo abordam diferentes aspectos da gestão hospitalar. Por um lado, analisam os resultados do trabalho em rede por meio das CSAB e de internações em uma rede interestadual, além da regulação e de um modelo de referência, eventualmente usando como exemplo a questão da COVID; por outro olham para as relações de poder e a implantação de técnicas de gestão. Ao mesmo tempo, problematizam a questão da legitimidade do uso de recursos públicos em diferentes formas de gestão, comparando-o ou não a outros, em termos de desempenho. Esta variável ainda é olhada numa rede de maternidades, à luz da atuação na formação de pessoal para saúde coletiva. A questão que se coloca como orientadora para esta sessão é qual a mudança na função do hospital na rede na segunda década do século XXI, seja como unidade regulada ou voltada à formação de pessoal. As questões de desempenho bem como aquelas referidas à gestão deste tipo de serviço permitem abordar o custo da organização, inserida numa rede ou não.

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Política, gestão e atenção hospitalar
106 Sessão Assíncrona
SA37 - Eixo 4.2 - Integração e acões ampliadas na Atenção Hospitalar (TODOS OS DIAS)
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SA37 - Eixo 4.2 - Integração e acões ampliadas na Atenção Hospitalar (TODOS OS DIAS)
A grande demanda por atendimentos de baixa complexidade é uma realidade de muitos Prontos-Socorros, UPAS, Pronto-Atendimentos é uma realidade no Brasil e no mundo. Por isso a conformação de Redes de Atenção devidamente reguladas torna-se um imperativo para o bom funcionamento do SUS.

Desta maneira, os hospitais com a sua variedade de serviços devem buscar uma integração para além dos protocolos e fluxos burocratizados com as Redes de seus territórios. Nos trabalhos aqui apresentados vieram à tona a aproximação com algumas destas redes e a necessidade de conhecê-las a fim de evidenciar os nós de acesso a um cuidado continuado e longitudinal nos diversos equipamentos que compõe uma Rede.

Nas diversas frentes apresentadas por vocês (Saúde da Mulher, questões cardiovasculares, oncológicas, pessoas que precisam de atenção ortopédica, na saúde mental ou mesmo em casos de COVID-19) como construir uma atenção continuada com a atenção primária? Como fugir da lógica dos protocolos e fluxos padronizados a fim de incluir o diálogo com os diversos pontos da rede e ser flexível às demandas variadas apresentadas pelo território?

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA38 - Eixo 5 - Atenção Primária à Saúde (TODOS OS DIAS)
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SA38 - Eixo 5 - Atenção Primária à Saúde (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos aqui apresentados dão conta de um conjunto de avaliações de atividades e de ações realizadas na atenção básica à saúde; estudos de abrangência nacional com forte utilização do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAq); investigações regionais, realizadas em regiões de saúde dos estados de São Paulo, da Bahia, e do Amazonas e em municípios, como Rio de Janeiro. As metodologias são predominantemente quantitativas fazendo uso de bancos de dados produzidos pelo próprio Sistema Único de Saúde, pois além dos diferentes ciclos e módulos do PMAq, utilizou-se ainda o banco do QUALI-AB.

A amplitude de objetos pesquisados, em diferentes pontos do território nacional, mostra a força e a complexidade da ABS construída no Brasil, em particular, a partir da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), hoje em processo de desmonte. Ela está presente, é reconhecida pela população (talvez não como imaginamos ou prescrevemos – o dever ser), tem capilaridade territorial, é possível de ser estudada e aprimorada a partir dos próprios instrumentos implantados pelo SUS. Isto não é pouca coisa considerando as diversas e singulares realidades ambientais, socioeconômicas e sanitárias de um país de dimensões continentais como o Brasil.

Entretanto os trabalhos mostram fortemente algumas problemáticas conhecidas para a ABS, entre as quais é possível destacar:
1. dificuldade de fixação de profissionais, o que acarreta a ausência de parte dos profissionais nas equipes de saúde da família;
2. insuficiência de equipamentos e insumos para o desenvolvimento de algumas ações;
3. dificuldade da ABS em realizar a coordenação do cuidado, pois há lacunas na própria continuidade do cuidado, em particular para o acesso aos serviços de maior densidade tecnológica – “a produção de rede”.
4. heterogeneidade da incorporação das ações da saúde mental na ABS.

Vejamos:
Os trabalhos que avaliam as equipes de saúde da família e as equipes de saúde bucal – seu processo de trabalho - como também os profissionais médicos e enfermeiros, e a atenção à saúde mental na APS trazem em seu escopo o uso da avaliação como ferramenta importante para a qualificação da gestão do cuidado da ABS e apontam problemas comuns e recorrentes nesse espaço de atenção à saúde, como a fixação dos profissionais de saúde e a insuficiência da ABS para a coordenação do cuidado pela ABS, diante da dificuldade da realização da continuidade do cuidado. É o caso da investigação realizada em uma região de saúde de São Paulo (região de Araraquara) com o título A IMPLEMENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE MELHORIAS A PARTIR DE PROCESSO AUTOAVALIATIVO DO PMAQ POR PARTE DAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA, que evidenciou um “esvaziamento” das equipes de saúde da família em curto período de tempo na região. O estudo realizado no Amazonas sobre a COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: ANÁLISE A PARTIR DAS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL, traz a problemática da continuidade do cuidado e por conseguinte da coordenação do cuidado, e conclui que a prática da coordenação do cuidado pelas equipes de saúde bucal no estado do Amazonas mostrou-se inexistente, com falhas substanciais na comunicação e no controle da continuidade do cuidado. Mas há resultados positivos, pois, ao estudar as CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONTROLE DE INFECÇÃO EM SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS OFERTADOS PELA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE NO BRASIL, a partir dos dados do PMAq, os autores encontraram uma ampla variação nas condutas de controle de infecção nas unidades participantes do estudo, mas os princípios prevenção e controle de infecção são os mesmos em todos os locais”.

Em outro trabalho, a partir de um estudo observacional longitudinal, em uma região de saúde do estado da Bahia, foram avaliadas as AÇÕES DE ENFERMEIROS E MÉDICOS DA APS PARA CONTROLE DO CÂNCER CERVICOUTERINO, os autores ressaltam a alta rotatividade de profissionais por dificuldade de atração e fixação de profissionais, com prejuízo à longitudinalidade do cuidado e vínculo. Reforçam desta maneira os achados dos outros trabalhos. Resultado similar foi pontuado também no trabalho que avaliou a partir dos PMAq o panorama nacional da QUALIDADE ORGANIZACIONAL DA SAÚDE MENTAL NAS EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA, pois, o estudo evidenciou limitações quanto ao acesso, integralidade e longitudinalidade do cuidado às pessoas em sofrimento psíquico, representados por baixa oferta de ações e carências no acompanhamento dos casos. Ainda que exista diretrizes organizacionais que busquem um certo padrão de atenção à saúde mental, em todo país, as diferenças entre as cinco regiões brasileiras demonstram como os serviços de APS ainda são heterogêneos.

Outros estudos vão apontar que nem sempre as políticas prescritas, ou os arranjos tecnológicos do cuidado previstos nelas, acontecem como planejadas. Há aqui uma ausência de avaliação das políticas no contexto de suas práticas. Esse é o caso de uma revisão da literatura, onde foi possível traçar uma CARACTERIZAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA, mais uma vez os resultados apontam que que as ferramentas tecnológicas do NASF não estão sendo utilizadas de forma a atingir maior integração entre os serviços. Também na investigação que buscou avaliar as CONTRIBUIÇÕES DO APOIO INSTITUCIONAL PARA A MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA, outro arranjo tecnológico de gestão do cuidado, em uma região de saúde do estado da Bahia, a partir de uma combinação do PMAq com entrevistas semiestruturadas de caráter qualitativo, verificou-se que as ações pontuais dos apoiadores, apresentam pouca influência para a melhoria do acesso e qualidade na atenção básica nos âmbitos estadual e municipal.

A proposta sempre discutida, implantada inclusive em outros países, de pagamento das equipes por produção foi avaliada a partir do PMAQ-CEOdo O PAGAMENTO POR DESEMPENHO E A PRODUÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA EM SAÚDE BUCAL NO BRASIL. O estudo demonstrou que o incentivo integral por desempenho do PMAQ e o aumento do número de cirurgiões-dentistas especializados podem favorecer a produção dos CEO

Um trabalho propõe uma nova ferramenta de avaliação a partir de um estudo e avaliabilidade indicando um modelo para a ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO MATERNA E INFANTIL NA ATENÇÃO BÁSICA. Apresenta sua pertinência, a partir de adaptações às realidades, mas não traz resultados de sua aplicação na prática.

Por fim três trabalhos, sendo dois relatos de experiência, vão trazer o território, a participação popular, a comunidade local, para o centro dos processos para pensar desde o planejamento até as ações de prevenção e promoção à saúde.

O diagnóstico situacional, realizado a partir da ferramenta da Estimativa Rápida, numa área da cidade do Rio de Janeiro (A CONSTRUÇÃO DO DIAGNÓSTICO DE SAÚDE DA ÁREA DE ATUAÇÃO DE UMA EQUIPE DA SAÚDE DA FAMÍLIA) traz o território e a comunidade como pontos centrais para pensar a gestão do cuidado. Ou seja, ao aproximar do território vão demostrar que os principais problemas apresentados foram os conflitos gerados pelo tráfico, a pouca infraestrutura do território, visto pela ausência de escolas e creches e excesso de carros velhos e abandonados nas calçadas ocasionando o aparecimento de vetores de doenças. De forma qualitativa observam ainda que a prevalência de usuários portadores de hipertensão e diabetes, a baixa cobertura vacinal e a incidência de sífilis entre os jovens são problemas de saúde prioritários.

Interessante observar que em outra região, agora no estado de São Paulo, ao investigar a ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E A PREVENÇÃO DA SÍFILIS CONGÊNITA, mesmo com a maioria dos serviços apresentando condições adequadas de infraestrutura e recursos básicos, há lacunas importantes como a perda de oportunidade para tratamento, especialmente para gestantes e parceiros. Verificou-se uma fragilidade nas ações de educação em saúde realizadas na comunidade ou envolvendo grupos mais vulneráveis.

O relato sobre os MATERIAIS EDUCATIVOS PARA COMUNICAÇÃO E SAÚDE: CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA DE CONHECIMENTOS NA PROMOÇÃO DA SAÚDE, traz uma conclusão há muito conhecida por nós, mas que parece ser esquecida, não apenas para os materiais educativos, ao concluir que Quanto mais dialógicos, contextualizados e descentralizados forem o planejamento, desenvolvimento e avaliação dos materiais educativos para comunicação e educação em Saúde Coletiva, mais potencializante será a produção de sentidos destes, o que pode facilitar melhores apropriações das políticas públicas e sociais por parte dos interlocutores envolvidos.

É possível concluir que há potência na ABS, mas há insuficiências conhecidas e reafirmadas pelos trabalhos apresentados aqui. A pouca entrada dos usuários e do território existencial deles, e dos próprios trabalhadores da saúde, no escopo dos trabalhos de avaliação e gestão do cuidado na ABS pode ser uma pista que para superar algumas problemáticas conhecidas da ABS precisamos voltar a comunidade, retornar aos territórios da vida. É nesses espaços que, talvez, possamos conhecer e aprender as novas invenções produzidas cotidianamente, por quem aprende logo que é preciso se virar, e (re)inventar a vida sempre. Ou seja, coproduzir a ABS para além dos nossos modelos de atenção e avaliação. (Rosemarie Andreazza)

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA39 - Eixo 5 - Avaliação de programas (TODOS OS DIAS)
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SA39 - Eixo 5 - Avaliação de programas (TODOS OS DIAS)
O conjunto dos resumos dos trabalhos submetidos ao 4º Congresso de Política Planejamento e Gestão sobre a temática em Avaliação de Sistema e de Serviços de Saúde e de Avaliação de Programas de Saúde reflete a relevância e a diversidade da produção no país. Apresenta uma grande amplitude em seus de objetos em apreciação, significante pluralidade metodológica especialmente no que se refere ao usos de métodos mistos, uma preocupação visível com avaliações mais inclusivas e apesar de ainda tímida uma referência emergente sobre os usos e influências dos processos avaliativos.

Entre os trabalhos relacionados a avaliação de sistemas e serviços dois núcleos temáticos se sobressaem, isto é, um que acomoda experiências e achados de pesquisas relacionadas a sistemas de informação e monitoramento e outro que envolve a apreciação de serviços específicos.

Entre aqueles relativos à avaliação de programas, uma pulverização maior de temas e objetos se colocam. Assim os trabalhos apresentados compreendem desde avaliação de dispositivos de gestão e controle, até programas multisetoriais de grande complexidade como por exemplo a interface do Programa Bolsa Família e a Atenção Básica. Deve-se dar destaque aos trabalhos de avaliação tecnológica e ainda à bastante incipiente presença de avaliações relacionadas à crescente utilização dos meios e tecnologia virtual, hoje já utilizadas seja para mediar intervenções ou avaliações.

Três eixos temáticos atravessam os dois conjuntos citados: 1. uma grande preocupação de contextualização, inserção e aplicabilidade ao SUS; 2. uma importante presença de propostas de processos avaliativos mais inclusivos, seja de usuários finais de serviços ou programas, seja de seus gestores ou implementadores para além de agentes financiadores.; e 3. a presença de resumos que descrevem, testam e avaliam dispositivos de controle e de responsabilização. Destaque ainda é dado a propostas de autoavaliação à luz da “compliance” e accountability.

A pluralidade metodológica expressa uma já consagrada experiência das pesquisas avaliativas em que “reconhecendo a complexidade moriniana das questões com as quais a avaliação em saúde se defronta, propõe-se a noção de complementariedade de abordagens quali e quanti que o avaliador deve utilizar deixando a cada uma delas as suas potencialidades”.

De maneira sutil, ainda parece prevalecer no conjunto dos trabalhos a ideia de que uma avaliação de qualidade é sucedida por decisões imediatas, desconhecendo que o monitoramento e a avaliação são apenas elementos da agenda política. Há pouca presença de estudos de usos e influências entre os trabalhos submetidos.

Um dos grandes desafios para a avaliação é a sua potência transformadora, emancipatória ou não. Nesse sentido os trabalhos evidenciam um movimento importante de incorporação de abordagens avaliativas inclusivas cujo desafio, considerando o contexto político decisório atual, não será simples. Lidar com o tênue limite entre participação e coaptação e manter o alinhamento às evidências científicas e conhecimento tácito legítimo acumulado não parece fácil na conjuntura atual. Importante tema para debates e proposições.

Um último comentário diz respeito a dois temas pouco representados nos estudos e extremamente desafiantes. O primeiro refere-se à relevância e desafios da formação de avaliadores e o segundo à pesquisas relacionadas ao campo da avaliação sem esquecer a sua conectividade ao monitoramento e os seus sistemas. Mesmo os estudos apresentados sobre monitoramento se alinham a estudos de indicadores e painéis para registro de desempenho. À inteligência dos sistemas de monitoramento, isto é, a concepção de desempenho que os sustentam não são problematizados, tornando invisíveis aos envolvidos, a subjetivação contábil financeira da austeridade em detrimento do bem estar social. A articulação dos processos avaliativos com a gestão do conhecimento e suas possíveis funções em processos de translação de conhecimentos e práticas também não foram abordados em trabalhos submetidos.

Ressalta-se que a quase inexistência destes temas refletem o pouco interesse dos órgãos financiadores, uma vez que apesar dos recentes avanços na ciência da implementação, ainda é prevalente a cultura avaliativa como análise de efeitos “líquidos” (net effect) com pouca ênfase à interação da intervenção ou da avaliação com o contexto em que ambas ocorrem e aos mecanismos intervenientes associados às estas interações dinâmicas. (Elizabeth Moreira)

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA40 - Eixo 5 - Avaliação de sistemas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS)
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SA40 - Eixo 5 - Avaliação de sistemas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS)
O conjunto de trabalhos aqui apresentado é, ao mesmo tempo, profundamente diverso e especialmente convergente. Por um lado, sua diversidade se evidencia na quantidade de temas, objetos e perspectivas que abordam. Assim, a partir da vertente da avaliação de tecnologias da saúde (ATS) há importantes indagações sobre a intercambialidade de biossimilares no SUS e suas interfaces com as normativas ministeriais e, em outro trabalho, a consideração das inovações normativas recentes (de 2018) e as repercussões do novo processo de incorporação de tecnologias em saúde no setor suplementar.

Noutra vertente, se indaga sobre as condições, estruturas e aspectos objetiváveis de uma dada iniciativa para, a partir dela, subsidiar mudanças e eventuais qualificações de segmentos mais abrangentes de sistemas municipais e regionais de saúde. Tal é o caso do estudo sobre a dispensação de medicamentos homeopáticos em um município mineiro, que finalmente levanta perguntas relevantes sobre o cuidado homeopático em particular e sobre as PICS em geral. Algo semelhante se faz em outro estudo, sobre aspectos estruturais e de processo do sistema de informação do programa nacional de imunização que, partindo justamente da lida com informações, levanta indagações a todo o sistema voltado à imunização. Nessa mesma linha, se resgata a potência avaliativa de condições traçadoras na abordagem de programas e serviços de saúde, como é o caso do CCER de colo de útero, na análise de implantação de planejamento regional em um estado brasileiro. Ou, igualmente, quando se busca identificar acertos e limitações presentes nas iniciativas de pré-natal de modo a qualificar o mesmo a partir da avaliação dos óbitos perinatais de um importante município paulista, por meio do trabalho intitulado “Qualificação do pré-natal a partir da investigação do óbito: limites e potencialidades”.

Há também abordagens que levam em conta a tão citada intersetorialidade, na medida em que abordam aspectos ligados ao Programa Bolsa Família e sua gestão, estrutura, funcionamento e articulação, com base no setor saúde em geral ou, como considerado por um segundo trabalho que aborda o bolsa família, a influência das condicionalidades deste programa e suas repercussões, sendo que neste último caso se agregou ao estudo questões ligadas à própria abordagem participativa utilizada, portanto, aos seus aspectos metodológicos. Nesta perspectiva intersetorial, poderíamos também destacar o trabalho que analisa os complexos aspectos sociais e culturais envolvidos na regulação de produtos derivados da Cannabis sativa para uso medicinal em nosso país. Tema importante e que inevitavelmente extrapola a perspectiva biomédica, o trabalho que acabamos de citar destaca potenciais interações das várias facetas técnicas, sociais e de contexto envolvidos na questão da regulação, produção e uso de produtos da cannabis.

Finalmente, temos trabalhos empíricos desenvolvidos e cuja discussão ressaltou e mesmo privilegiou seus aspectos paradigmáticos e metodológicos, como é o caso de uma experiência de planejamento de estratégias na APS e sua potência para a formação de graduandos em enfermagem e, em outro trabalho, a descrição de experiência na elaboração de um modelo teórico de atenção à saúde sexual e reprodutiva na APS. Em ambos os trabalhos, temos uma experiência prática acrescida de considerações sobre as estratégias utilizadas.

Por outro lado, e finalmente, podemos ressaltar o que apresentam de comum e convergente: o compromisso de partir e chegar em situações problemáticas. Ou seja, os trabalhos aqui citados partem de questões que interpelam profissionais, gestores, usuários e pesquisadores em seu cotidiano e clamam por modificações às quais o percurso avaliativo pode contribuir. Nesse sentido, a busca em observar o encontro sempre complexo entre os nossos propósitos - materializados em intervenções diversas - e realidades que sempre apresentam algum tipo de resistência parece atravessar o conjunto dos trabalhos. Desse modo, portarias e outras normatizações, condições traçadoras, intervenções na forma de ofertas de atenção, planejamentos estratégicos, substâncias (como a cannabis), dentre outras, se configuram como apostas na melhoria da saúde e qualidade de vida da população e que, principalmente por isso, precisam ser consideradas e eventualmente qualificadas.

A título de provocação, deixamos aqui a indagação sobre o papel sempre formativo e de aprofundamento das questões que os processos avaliativos podem assumir e mesmo privilegiar. A avaliação para controle ou checagem do que foi inicialmente estabelecido apresenta limitações, na medida em que o encontro entre os nossos propósitos e as realidades complexas nas quais são implementados requerem mais do que conferir a fidelidade a objetivos estabelecidos. É importante que os processos avaliativos incluam porosidade a aspectos que emergiram da prática, do contexto e da implementação, assumindo mais o caráter estratégico e menos o viés gerencial e normativo. (Juarez Furtado)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA41 - Eixo 5 - Gestão e DCNT (TODOS OS DIAS)
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SA41 - Eixo 5 - Gestão e DCNT (TODOS OS DIAS)
No Brasil, 52% das pessoas de 18 anos ou mais informaram que receberam diagnóstico de pelo menos uma Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em 2019, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Os oito trabalhos apresentados nessa sessão destacam questões importantes sobre a gestão das DCNT no Sistema Único de Saúde. Três estudos têm como referencial a gestão do cuidado aos pacientes com DCNT na atenção primária à saúde (APS).

O trabalho sobre prevalência do diabetes mellitus e o cuidado de suas complicações; os impactos na prevalência de hipertensos se adotar a nova diretriz da ACC/AHA em 2017 que propõe a redução do limiar para a classificação de hipertensão arterial de 140/90mmHg para 130/80mmHg e o estudo que avalia os fatores associados à realização da primeira suspeita do câncer de mama na APS. Esses estudos mostram a necessidade de melhor qualificar a APS na atenção a esses pacientes, a importância do diagnóstico oportuno e a preocupação com a medicalização de pacientes com DCNT.

Dois estudos realizaram análise de custo efetividade para avaliar a incorporação de nova tecnologias no SUS: memantina no estágio grave da Doença de Alzheimer e a tomografia de pósitrons associada à tomografia computadorizada (PET-TC) no estadiamento inicial de pacientes com câncer de esôfago. Outra análise de custo-efetividade sobre braquiterapia guiada por imagem 3D em pacientes com câncer de colo uterino está em fase de execução preliminar. Os estudos de custo-efetividade, principalmente os que utilizam dados do mundo real são fundamentais para os gestores tomarem decisões baseadas em evidências.

O trabalho que identificou o perfil epidemiológico, demográfico e nutricional do paciente em terapia nutricional domiciliar e a revisão da literatura que busca caracterizar a produção científica internacional sobre intervenções públicas para obesidade, apresentam dois lados, atuais e relevantes, da gestão nutricional na SUS. (Mariângela Cherchiglia)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA42 - Eixo 5 - Gestão e doenças infecciosas e parasitárias (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA42 - Eixo 5 - Gestão e doenças infecciosas e parasitárias (TODOS OS DIAS)
Esse conjunto de trabalhos estão relacionados ao processo de gestão de diferentes agravos transmissíveis nos distintos níveis de atenção do SUS, sendo eles: Hepatites Virais, HIV/Aids, Zika Vírus, Doença de Chagas. Cada trabalho traz uma ênfase, no que diz respeito à gestão, que passa pela organização da oferta de serviços, análise da distribuição e dinâmicas de agravos e validação de padrões e critérios norteadores na avaliação de políticas de controle. Nos trabalhos foram utilizados diferentes métodos e abordagens quantitativas ou qualitativa nas pesquisa realizadas, dentre elas: estudos descritivos, pesquisas avaliativas e estudo ecológico.

Os principais resultados encontrados mostraram que a distribuição dos serviços de diagnóstico e tratamento para hepatites virais são muito desiguais e heterogêneos no estado analisado; há cumprimento das notificações do ZIKA por parte das instituições de saúde públicas e privadas frente à normativa de notificações compulsórias; identificou-se elevado percentual de gestantes com baixa escolaridade, com diagnóstico do HIV antes do pré-natal e inicio do pré-natal tardiamente, apontando fragilidade assistencial; a PrEP para HIV teve baixo número usuários e um alto número de descontinuidade e as populações-chave não foram totalmente atingidas; e, por final, a matriz de padrões e critérios proporcionou um olhar ampliado sobre o PNCDCH e o instrumento construído se mostrou efetivo para implementar e monitorar estratégias, com a proposição de ajustes contextualizados em seus territórios.

Enfim, os trabalhos trazem conclusões que apontam contribuições e questões relevantes para o sistema de saúde, assim como possibilidades de desdobramentos em termos de continuidade e desenvolvimentos de novas pesquisas na área da gestão das doenças infecto-parasitárias.

Questões:
a) Com a constatação de que a distribuição dos serviços de Hepatites Virais, por macrorregião e regiões de saúde, não garante o acesso universal e equitativo, que tipos de arranjos institucionais é recomendável para a integração regional e articulações entre gestores para efetivar pacto pela saúde capaz de adequar a oferta de serviços?
b) De que forma a análise das notificações compulsórias de Zika Vírus podem orientar melhor as medidas de intervenção, prevenção, promoção, proteção, controle, e redução do agravo?
c) De que forma a análise do contexto político-organizacional podem ajudar a compreender as diferenças entre perfil de gestantes e encerramento dos casos das crianças expostas ao HIV entre diferentes regiões de saúde no Estado de São Paulo?
d) Como manter um monitoramento constante para identificar as causas das descontinuidades de PREP para populações mais vulneráveis ao HIV e de que forma fortalecer a divulgação do serviço para a garantia do acesso?
e) Qual de fato é a importância da realização de uma análise lógica de um Programa como o de Controle de Chagas e da revisão periódica de sua matriz de monitoramento?

Sugestões para continuidade e desenvolvimento de novas pesquisas:

Para os estudos descritivos, sugere-se que esses avancem para análises em profundidade que ajudem a melhor explicar as lacunas e orientem as ações de prevenção e controle dos agravos.

A validação de matrizes de padrões e critérios, devem ser de fato utilizadas na implementação de avaliações como esforço de inclusão dos potenciais interessados na avaliação e como forma de garantia de uso dos achados. (Marly Cruz) 

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA43 - Eixo 5 - Gestão e saúde bucal (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA43 - Eixo 5 - Gestão e saúde bucal (TODOS OS DIAS)
O estudo ANÁLISE DA PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE NOS CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS DO BRASIL é muito interessante porque revelou o quanto estamos distantes na incorporação da educação permanente na saúde bucal no SUS, especialmente na atenção especializada. Apenas metade dos CEOS realiza alguma atividade e a grande maioria faz troca de experiências, o que é uma prática importante, mas insuficiente. E a telessaúde é quase inexistente. Em tempo em que tudo mudou com a Covid-19, a telessaúde (incluindo telediagnóstico, teleconsultoria e tele-educação) é uma lacuna imensa na saúde bucal no SUS do Brasil. Nos CEO do Brasil a telessaúde, o telediagnóstico, teleconsultoria realmente devem ser mais explorados e é preciso compreender os motivos do pouco uso dessas ferramentas, ou se os cirurgiões-dentistas as utilizam informalmente e não possuem formação dentro das diretrizes da política nacional de educação permanente para potencializar seu uso.

Com foco na importância dos instrumentos de planejamento e gestão, o trabalho ATENÇÃO A SAÚDE BUCAL AOS POVOS INDÍGENAS: ANÁLISE DOS INDICADORES ATRAVÉS DOS RELATÓRIOS ANUAIS DE GESTÃO – 2012/2017 analisou as informações sobre a saúde bucal dos povos indígenas e identificou uma fragilidade importante nestes relatórios quanto aos indicadores de saúde bucal. Os indicadores não são apresentados anualmente nos relatórios da área, o que dificulta análises de tendência para o planejamento dos anos subsequente. Na escassez de dados, o trabalho ainda aponta uma tendência já observada em estudos anteriores do Brasil de decréscimo na cobertura da primeira consulta programática a partir de 2015, bem como dos demais indicadores.

Nesta mesma linha da análise de indicadores e suas tendências no sistema público de saúde no Brasil, observamos que o estudo OS RESULTADOS DA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE BUCAL EM 2019, também revela isso. Ou seja, há de fato redução em indicadores de cobertura e ações coletivas de escovação supervisionada. Contudo, é preciso analisar e refletir em que medida, o Brasil Sorridente como foi formulado e seguiu seu curso, ainda mantém sua força ou é o seu ocaso na medida em que a redução dos indicadores de cobertura de primeira consulta odontológica programática e a média de ação coletiva de escovação dental supervisionada nos últimos cinco anos são alarmantes e deslegitimam a saúde bucal no SUS pela redução no acesso da população aos serviços públicos odontológicos e às ações preventivas na atenção básica. É preciso articular essa perspectiva à expansão dos planos exclusivamente odontológicos, privados e que expandem seu mercado nos estratos usuários do SUS.

Ainda que o cenário não seja muito positivo, o estudo sobre a VIGILÂNCIA DA FLUORETAÇÃO DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO NA MACRORREGIONAL LESTE DO PARANÁ: 2015 A 2019 aponta um otimismo com respeito a vigilância da fluoretação das águas de abastecimento público na Macrorregional Leste do Paraná, que superou a meta de amostragem em todos os anos estudados, sempre bem acima de 100%, onde o Paraná é apontado como um dos estados com maior desempenho na vigilância da fluoretação da água do país, o que é muito importante para a PNSB. Para concluir, o heterocontrole que é o controle realizado por instituições externas às empresas responsáveis pelo abastecimento de água pode sim colaborar para que todos nós tenhamos acesso à água com fluoretos que tragam o máximo de benefícios e o mínimo de risco à saúde bucal das pessoas.

Analisar o trabalho com foco na segurança do paciente é fundamental em tempos de pandemia. Isto foi bem apresentado pelo relato de experiência que descreveu o GERENCIAMENTO POR PROCESSOS: MAPEAMENTO DE ÁREAS DE APOIO DA CLÍNICA ODONTOLÓGICA DO SESC SANTO AMARO-SP entre 2019 e fevereiro de 2020. A abordagem do sistema de gestão SIPOC (Fornecedores, entradas, processos, saídas e clientes) foi útil para permitir essa perspectiva de segurança do paciente, compreendendo a totalidade do processo do cuidado. Observou-se, segundo minha análise, a contribuição não esperada de modelagens na gestão de diferentes setores da clínica, que permitiram realmente a totalidade das relações de interdependência das áreas e seus efeitos sobre os diversos componentes, com foco na segurança. Refletir sobre isso no momento da Covid-19 será muito importante.

Esse conjunto de trabalhos reflete a diversidade de temas dessa subárea e a imensidão de possibilidades de produção de conhecimento para a prática política e as práticas de saúde bucal no sistema pública de saúde. Ainda que a conjuntura esteja muito pessimista, é possível resistência e práticas que nos tragam otimismo e esperança. (Sônia Chaves)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA44 - Eixo 5 - Gestão estadual e de programas (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA44 - Eixo 5 - Gestão estadual e de programas (TODOS OS DIAS)
A construção do SUS como um sistema de fato universal, integral e equânime tem um desafio permanente na produção da articulação das 3 esferas de governo na condução das políticas de proteção e cuidado.

A gestão estadual tem um papel central e estratégico nesta perspectiva de evolução de um sistema estadual de saúde. Os trabalhos aqui apresentados contribuem para visiblizar potencias e desafios nesta construção tão desafiadora em todos os territórios.

Alguns trabalhos reforçam a importância de investimentos na produção de informações que ajudem a aprofundar o olhar sobre os processos de trabalho e produção da vida nos múltiplos territórios e serviços (mapa digital com visibilidade que facilita a compreensão da produção da vida e dos serviços nos territórios e estudo de av. De redes regionalizadas visibilzando fatores de fortalecimento e fragmentação destas)

Outros trabalhos contribuem para a qualificação do processo de gestão com a avaliação da implantação de políticas com vistas a um monitoramento e fortalecimento dessas (saúde do homem que problematiza, para além da disposição, desafios como equipe técnica financiamento e priorização – o atendimento domiciliar com informações quantitativas para aproximar um olhar mais qualificado sobre estas – vigilância sanitária e seus desafios para a implantação qualificada e ampliadas e articuladas de suas ações nos territórios– a avaliação as estratégias para qualificação da politicas alimentar amamentação e um sobre o sistema de auditoria em um estado específico)

Alguns estudos ajudam na compreensão de desafios estruturantes da qualificação do SUS como o acesso qualificado e permanente a medicamentos, o papel dos processos de judicialização crescente em muitos estados e o processo de formação dos trabalhadores e a participação de residentes na construção do PES)

Com diferenças no desenho e profundidade das análises todos se relacionam com os temas abordados. (Lumena Furtado)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA45 - Eixo 5 - Gestão municipal (TODOS OS DIAS)
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SA45 - Eixo 5 - Gestão municipal (TODOS OS DIAS)
A utilização das informações disponíveis nos sistemas tem sido um instrumento importante de gestão municipal, no entanto alguns trabalhos mostram que esta exploração tem sido mais utilizada para fazer diagnostico da situação ou análise de situação. Será importante que se busque associações entre as variáveis para que sejam uteis ao processo de decisão na gestão do sistema municipal de saúde.

O uso das auditorias ainda tem sido utilizado ao controle das operações. De certo modo são retratos estáticos. Se pudesse ocorrer cruzamento com os dados de produção, poderiam ser mais uteis para avaliar o uso dos serviços.

A utilização de questionários abertos, dão mais trabalho e tem a vantagem de identificar detalhes da operação e principalmente da interação na atenção. No entanto ao serem analisadas quantitativamente perdem essa capacidade. A utilização de amostras intencionais visa analisar aspectos específicos que se espera encontrar nesses casos. Mas ao serem analisadas de forma quantitativa descritiva perdem o potencial de análise na busca de aprofundar o conhecimento dos aspectos qualitativos que se busca na intencionalidade da amostra.

A descrição de experiências sem uma hipótese ou pergunta avaliativa e uma previa definição de parâmetros são interessantes e ricas, mas pode avançar pouco o potencial conhecimento propiciado pelo estudo de caso. A análise de instrumentos para melhorar a comunicação nos serviços entre a equipe e os usuários e uma dimensão importante, no entanto o alcance das ações irá depender das variáveis das condições de contexto e o poder de utilização dos usuários. (Oswaldo Tanaka)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA46 - Eixo 5 - Planejamento e enfrentamento específico da COVID-19 (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA46 - Eixo 5 - Planejamento e enfrentamento específico da COVID-19 (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos aqui apresentados, representantes de vários Estados, trazem a diversidade necessária para a construção e compartilhamento de conhecimentos desejados ao nosso Congresso. As pesquisas se relacionam à várias temáticas, envolvendo a avaliação da Pandemia do COVID-19, seus efeitos e respostas dos sistemas e serviços de saúde, considerando sua gravidade e recente instalação, bem como a necessidade de produzirmos conhecimento a partir de dados secundários e da experiência para contribuirmos com a política pública e suas respostas à sociedade. A análise transversal de dados epidemiológicos registrados em esforços de pesquisa que avancem para estudos de casos que tragam também o contexto e as desigualdades em saúde para a análise no campo da política, planejamento e gestão, se mostram necessárias. Nesse sentido é interessante a experiência concreta desse esforço, apresentado sobre a disponibilização de dados, informações e indicadores em saúde relacionados à epidemia de COVID-19, em uma secretaria estadual, articulando áreas de vigilância, planejamento e informação na compilação, padronização e processamento de formatos compatíveis com as necessidades e ferramentas de disseminação da informação. A síntese de evidências científicas também foi utilizada como metodologia para analisar a rápida produção que foi sendo constituída ao longo da pandemia, como o estudo que faz uma revisão sistemática sobre a eficácia das máscaras faciais, contribuindo com a produção de sínteses de informações de base científica. Algumas pesquisas aqui apresentadas utilizaram a análise documental dos planos de contingência para Enfrentamento do Novo Coronavírus. Uma das experiências relata a revisão do processo de trabalho para elaboração do Plano em um núcleo regional de saúde, à luz do Planejamento Estratégico Situacional (PES) nos seus momentos normativo e tático-operacional. Em uma análise documental, um dos trabalhos analisa especificamente os planos de contingenciamento relacionados a garantia da saúde prisional em populações privadas de liberdade e, que apontam para a necessidade de ampliar o olhar para as populações vulneráveis, assim como para as avaliações das respostas macroregulatórias do Estado de garantia do direito à vida, indicando suas fragilidades. O que foi também evidenciado na pesquisa que analisa os três planos de contingência relacionados ao combate da COVID-19 em territórios indígenas, indicando que a forma de ação do governo brasileiro coloca em risco os povos indígenas, comprometendo a efetivação do direito à saúde e da atenção diferenciada. Resultados preliminares de pesquisas com propostas mais longitudinais, em andamento, também são apresentadas como a que analisa os planos de contingenciamento da COVID-19 em hospitais universitários no sentido de avaliar o grau de sua efetiva implantação, utilizando estudo de caso com abordagem quanti-qualitativa, com análise documental e realização de entrevistas com gestores e trabalhadores, com a elaboração de modelo lógico e matriz de análise e produção de indicadores e padrões de desempenho desde a linha de base. Utilizando o modelo de coalizão de defesa, do campo dos estudos de políticas públicas, uma pesquisa apresentada descreveu elementos-chave relacionados à compreensão do desenvolvimento da política de telessaúde no país, com análise documental, revisão narrativa e análise temática. Uma experiência interessante aborda o desenvolvimento de um projeto de teleatendimento para o enfrentamento da pandemia no sentido de garantir o monitoramento dos pacientes com Síndrome Gripal, possibilitar intervenções oportunas e evitar o agravamento dos casos e óbitos, assim como promover ações para redução do risco nos Serviços de Saúde da APS. Outra contribuição que aponta para a importância de uma vigilância ativa relata a experiência de profissionais e analisa o papel de sanitaristas e da cooperação técnica da Universidade no sentido de implantar ferramentas de monitoramento, registro e rastreio de casos de COVID-19 . A diversidade de experiências e pesquisas contribuem para a ampliação do debate no campo da avaliação, tanto do ponto de vista metodológico, quanto do ponto de vista dos caminhos necessários para a produção de conhecimento e ampliação das pesquisas em avaliação relacionadas às políticas de enfrentamento à pandemia do COVID-19, no campo da Política, Planejamento e Gestão. Ficam, a partir daí, vários elementos para trazermos ao debate. (Marília Louvison)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA47 - Eixo 5 - Planejamento e enfrentamento geral da COVID-19 (TODOS OS DIAS)
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SA47 - Eixo 5 - Planejamento e enfrentamento geral da COVID-19 (TODOS OS DIAS)
Os nove trabalhos agrupados neste subeixo ilustram muito bem a utilização do planejamento, da comunicação e da pactuação no enfrentamento da epidemia de Covid-19. Neste agrupamento, encontramos, também, exemplos importantes da relevância da pactuação regional, seja no nível das regiões de um estado ou dentro das microrregiões de um município, para trazer racionalidade à tomada de decisões, definir fluxos, monitorar a adequação técnica das compras solicitadas etc. Várias inovações foram experimentadas na utilização dos recursos de comunicação à distância, seja na utilização de telemedicina, como de videoconferências entre gestores apontando que, talvez, essas tecnologias tenham vindo para ficar.

Contudo, dificuldades singulares do contexto brasileiro, como a necessidade de esforços extraordinários para o contato telefônico pela troca permanente de chips efetuada por boa parte da população, precisarão de inovações especificamente destinadas a elas. Também, em futuras comunicações, seria interessante conhecer se ouve implementação de variantes metodológicas das técnicas já consagradas de construção de consenso e planejamento, que possam se incorporar ao leque de conhecimentos de nossa área a ser disseminado.

Em geral, o conjunto mostra que o planejamento, a construção de consenso e a gestão com tomada de decisões baseada no conhecimento científico estão vivos e atuantes no Brasil de hoje e trazem um vento fresco de esperança em um contexto nacional que se apresenta desgovernado. Parabéns! (Rosana Onocko)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA48 - Eixo 5 - Planejamento estratégico (TODOS OS DIAS)
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SA48 - Eixo 5 - Planejamento estratégico (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos agrupados nesse bloco apontam para o exercício do planejamento como uma importante ferramenta de gestão para a identificação dos gargalos e direcionamento das intervenções. O aguçamento do olhar estratégico sobre os cenários favorece o processo decisório, permitindo o desenvolvimento de ações assertivas na superação de obstáculos prioritários e viáveis de superação no âmbito da gestão em saúde, bem como o estabelecimento de metas possíveis de serem alcançadas pelos respectivos atores.

A relevância no uso do planejamento é evidenciada nos trabalhos “o Planejamento Estratégico Situacional (PES) como aprimoramento da função apoio institucional nas regiões sudoeste e oeste da Bahia” e “identificação dos destinatários no planejamento em saúde do estado do Rio Grande do Sul”. A despeito da importância do planejamento, o trabalho “la conferencia de salud de Canarias como estrategia para planificación en situación de baja estabilidad politica e institucional” compartilha, entre outros aspectos, os desafios políticos que podem interferir de maneira significativa no planejamento, e outros trabalhos destacam a fragilidade ainda presente no conhecimento e uso adequado desse importante instrumento de gestão.

Em “instrumentos de gestão e planejamento na orientação de ações para redução da mortalidade infantil e materna: estudo descritivo”, são destacadas as fragilidades no planejamento e execução das ações centradas na redução da mortalidade materno-infantil, e no estudo “conhecimento e uso do planejamento em saúde na SMS Salvador” é apontada a necessidade de investimento na capacitação de diversos atores para o uso do planejamento no cotidiano do trabalho.

Nesse sentido, o trabalho intitulado “o guia de planejamento em saúde da secretaria municipal de saúde de Salvador” compartilha uma interessante experiência de desenvolvimento de um guia de planejamento para democratizar o acesso à informação acerca da acerca da importância, bem como orientar os profissionais para o uso do planejamento no cotidiano das práticas em saúde. Segundo os autores, expectativa dessa iniciativa seria “ampliar a capacidade técnica e gerencial dos profissionais da SMS”.

Como pode ser observado, os trabalhos se complementam evidenciando a relevância, os desafios e soluções no campo do planejamento. A continuidade visando o aprofundamento e avanço em estudos na temática em questão, é fundamental para o fortalecimento desse importante campo de atuação da saúde coletiva. (Keila Brito)

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
106 Sessão Assíncrona
SA49 - Eixo 5 - Planejamento regional (TODOS OS DIAS)
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SA49 - Eixo 5 - Planejamento regional (TODOS OS DIAS)
Um dos temas atualmente mais discutidos e estudados no âmbito do Planejamento e Gestão em saúde Coletiva se refere ao processo de regionalização e todos os desdobramentos atinentes a sua implementação, estruturação, organização dentre outros pontos importantes que qualificam sua montagem. Há um certo consenso na necessidade de se implantar Regiões de Saúde pelo país, mas muita discussão e dúvidas de como devem ser, sua vocação e sua contribuição para a melhoria da Atenção à Saúde oferecida pelo SUS.

Não é por outro motivo que muitos dos trabalhos encaminhados ao Congresso se referem a esse tema e espelham o nível de preocupação, dos gestores principalmente, na procuram de caminhos que elucidem ou dirimam as dúvidas com as quais se deparam ao longo desse processo.

Portanto, este bloco agrega trabalhos que foram escolhidos para que se compartilhem algumas dessas questões que desafiam esse processo, como o financiamento regional relatados pela Bahia e Mato Grosso, o planejamento regional integrado no Rio Grande do Sul e o planejamento estratégico em Pernambuco, a capacitação dos gestores regionais em análise de informações também em Pernambuco e uma experiência loco-regional no Rio Grande do Sul em campanha de vacinação em situação de pandemia.

São boas contribuições para esse debate tão acalorado e necessário para avançarmos na estruturação do SUS e na busca de cada vez mais corresponder ao direito do cidadão de ter a melhor saúde e condição de vida que pudermos lhe proporcionar. (Paulo Carrara)

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA50 - Eixo 7 - CAPACITAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO EM SAÚDE (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
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SA50 - Eixo 7 - CAPACITAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO EM SAÚDE (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
Olá autores, como estão?
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Se faz necessário que os processos educativos nas instituições de saúde e de ensino sejam repensados a partir dos problemas enfrentados no cotidiano do trabalho.
- Como as metodologias ativas podem contribuir para a capacitação dos trabalhadores inseridos nos serviços de saúde. O que dizem os trabalhos de vocês?
- Como as capacitações para o uso do E-SUS podem contribuir para a qualificação da Atenção Básica?
- Quais são as estratégias para enfrentar os desafios na capacitação virtual dos trabalhadores e gestores do SUS.
- Quais são as alternativas, usadas por vocês, para ressignificar o modelo tradicional de ensino e aprendizagem?
- Como as instituições de ensino têm contribuído para a qualificação e fortalecimento do SUS?

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA51 - Eixo 7 - CAPACITAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO EM SAÚDE (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
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SA51 - Eixo 7 - CAPACITAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO EM SAÚDE (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Quais são as reflexões sobre as ações educativas na Atenção Primária à Saúde (APS), na perspectiva de fortalecer a Política Nacional de Educação Permanente.
- Quais são as alternativas propostas para ressignificar o modelo tradicional de ensino e aprendizagem.
- Quais são os desafios enfrentado para capacitar os gestores do SUS?
- Quais são as estratégias e perspectivas para a formação de gestores para o SUS?
- Os desafios enfrentados pela tutoria e pela preceptoria na formação de especialistas são possíveis de ajustes, como?
- Quais são as experiências exitosas da inserção do aluno de graduação nas atividades de pesquisa? Elas têm contribuído para a formação?
- Que reflexões temos sobre as contribuições da Política de Educação Permanente para a Atenção Básica.
- Como as instituições de ensino têm contribuído para a qualificação e fortalecimento do SUS?

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Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde
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SA52 - Eixo 7 - CAPACITAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO EM SAÚDE (GRUPO III) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA52 - Eixo 7 - CAPACITAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO EM SAÚDE (GRUPO III) (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Quais são as alternativas usadas para ressignificar o modelo tradicional de ensino e aprendizagem?
- Inserção do mundo do trabalho nos processos educacionais: desafio presente na formação de nível médio e na graduação em saúde.
- Capacitação do Agente Comunitário em Saúde na perspectiva de reforçar seu papel estratégico na equipe da ESF.
- Que reflexões fazemos sobre as estratégias virtuais e desafios encontrados para capacitar os trabalhadores e gestores do SUS?
- Será a formação baseada em competências um caminho?
- Quais são os desafios da tutoria e da preceptoria na formação de especialistas para o SUS?
- Como as instituições de ensino têm contribuído para a qualificação e fortalecimento do SUS?

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA53 - Eixo 7 - EDUCAÇÃO E TRABALHO EM SAÚDE NO CONTEXTO COVID-19 (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA53 - Eixo 7 - EDUCAÇÃO E TRABALHO EM SAÚDE NO CONTEXTO COVID-19 (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos da Comunicação Assíncrona Educação e trabalho em saúde no contexto covid-19 (grupo I) tratam de tema atual e relevante relativo aos trabalhadores de saúde no contexto da pandemia da Covid-19. Dois são relatos de pesquisa: uma revisão de literatura que identificou como principal problema para os trabalhadores o risco de contaminação e óbito (em especial entre os trabalhadores de enfermagem) e também sofrimento psíquico e medo de adoecer e apontou como medidas de proteção: educação permanente, suporte e atendimento psicológico, adoção de protocolos de controle da infecção e disponibilização de EPI. O outro estudo de caso múltiplo sobre as ações da Telesaúde Brasil Redes na pandemia, identificou ações em 15 dos 23 Núcleos Estaduais de Telesaúde, do país, que realizaram ações dirigidas aos profissionais (fornecer informações seguras e ágeis) e a população (fornecer informações para promover autonomia e autocuidado)
Sete são relatos de experiência. Dois descrevem as experiências do PET Interprofissionalidade (UFRGS e UFJF) no contexto da pandemia, que resultaram na produção e divulgação de CARDS com dados epidemiológicos dos distritos, mapas dos equipamentos sociais e de saúde, fluxograma de serviços para a população e construção coletiva de Planejamento Estratégico Situacional nos serviços cenários de prática. Ambas experiências buscaram fortalecer a integração ensino serviço e comunidade. Dois trabalhos descrevem o processo de elaboração e implantação do Plano Contingencial para os Trabalhadores da SSE-BA em face da pandemia Covid-19 que desenvolveu várias ações como: criação de quatro Centros de atenção exclusiva aos trabalhadores, dimensionamento com ampliação de pessoal, suporte aos trabalhadores vulneráveis e um Centro de Acolhimento psicológico Emergencial para trabalhadores. Os demais trabalhos relataram experiências de educação em saúde para população e educação permanente para trabalhadores de saúde com a utilização de metodologias de ensino ativas, plataformas digitais e mídias sociais e a estratégia de barreira sanitária.
Os relatos da mesa colocam a pergunta sobre os aprendizados que o enfrentamento da pandemia Covid-19 trouxe para a efetividade da educação e da prática interprofissional?

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA54 - Eixo 7 - EDUCAÇÃO E TRABALHO EM SAÚDE NO CONTEXTO COVID-19 (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA54 - Eixo 7 - EDUCAÇÃO E TRABALHO EM SAÚDE NO CONTEXTO COVID-19 (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos da Comunicação Assíncrona Educação e trabalho em saúde no contexto covid-19 (grupo II) tratam de tema atual e relevante relativo aos trabalhadores de saúde e estudantes da saúde no contexto da pandemia da Covid-19. Os nove relatos de experiência se referem a atenção a saúde de usuários e comunidade com abordagens como: Teleassistencia e Telemonitoramento de casos suspeitos de Covid-19 que permitiu, segundo a percepção dos autores, ampliar a cobertura assistencial à comunidade; Educação Permanente voltada aos ACS e Agentes de Endemias para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 com base na problematização e utilização de tecnologias digitais para adoção de práticas não farmacológicas – de saúde pública (uso de máscara, distanciamento social, higiene das mãos, outras) – a mesma experiência foi relatada com foco nos estudantes.
Duas experiências sobre o PET Interprofissionalidade que lançaram mão das tecnologias digitais para reorganizar as atividades previstas e desenvolvê-las de forma remota mas mantendo a parceria com os serviços de saúde da APS. Foram identificadas barreiras de acesso e de conectividade digital. Outra experiência de ensino se refere ao componente curricular ‘Educação Permanente em Saúde’ desenvolvido com estudantes de enfermagem de diversos semestres e com atividades síncronas e assíncronas.
Os relatos remetem a uma pergunta comum sobre a efetividade das ações educativas interprofissionais, ou seja, que efeitos produzem para usuários e comunidade, bem como para os profissionais de saúde?

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA55 - Eixo 7 - EDUCAÇÃO EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA55 - Eixo 7 - EDUCAÇÃO EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Participação da comunidade nos processos formativos.
- Papel das Redes Sociais na Educação em Saúde
- Educação em Saúde nas Escolas: estratégia eficaz?
- Educação em Saúde: aliada potente nas ações de promoção à saúde.

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA56 - Eixo 7 - ESTRATÉGIAS PARA QUALIFICAÇÃO DA GESTÃO (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA56 - Eixo 7 - ESTRATÉGIAS PARA QUALIFICAÇÃO DA GESTÃO (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Como as metodologias ativas podem contribuir no planejamento em saúde?
- Preceptor e gerente da Unidade de Saúde: papeis compatíveis?
- Importância da preceptoria na formação dos futuros profissionais da Saúde.
- Qualificação dos gestores: quais são os caminhos?
- Quais são os vazios deixados pela Política de Educação Permanente em Saúde no que se refere à gestão do SUS?
- Que reflexões podemos fazer sobre a contribuição do Apoio Institucional para a Gestão do SUS?
- Uso do planejamento estratégico como ferramenta para melhoria do serviço de enfermagem.
- Uso do planejamento em saúde como ferramenta para melhoria dos Serviços de Saúde

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA57 - Eixo 7 - GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA57 - Eixo 7 - GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Capacitar a força de trabalho em saúde na perspectiva de reorganizar as práticas e os serviços de saúde.
- Refletir sobre as estratégias de organização do processo de trabalho voltadas para o atendimento da demanda espontânea.
- Usar a análise situacional como bússola para o planejamento em saúde.
- Estudar a relação entre as práticas alternativas de saúde e a atenção humanizada no serviço de saúde.
- O Papel dos Núcleos de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde na democratização das relações da gestão e na melhoria dos processos organizativos do trabalho.

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA58 - Eixo 7 - GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA58 - Eixo 7 - GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Planejamento das ações de saúde mental nas redes de atenção: desafios e perspectivas.
- Gestão do Trabalho no cotidiano das equipes municipais de saúde e as modalidades de vinculação dos trabalhadores de saúde nesses municípios.
- Regulamentação das profissões e terceirização dos contratos e trabalho, quais são os desafios atuais?
- A importância dos cenários de práticas na formação dos profissionais.
- Papel, missão e práticas desenvolvidas pelo órgão gestor da política de sangue nos estados.

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA59 - Eixo 7 - GRADUAÇÃO EM SAÚDE E A FORMAÇÃO PARA O SUS (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA59 - Eixo 7 - GRADUAÇÃO EM SAÚDE E A FORMAÇÃO PARA O SUS (TODOS OS DIAS)
Nesta mesa são apresentados quatro relatos de pesquisa e quatro relatos de experiência. As pesquisas tratam da formação com diversos recortes: relações entre graduação em saúde e formação para o SUS que constitui o sistema de saúde universal e integral para atenção a saúde de todos os brasileiros; análise da matriz curricular de um curso de graduação em Gestão em Saúde que identificou frágil abordagem da integralidade; análise da trajetória dos egressos do curso de graduação em Administração de Sistemas e Serviços de Saúde que mostrou a metade dos participantes atuando em empresas públicas e os demais em empresas privadas, empresas próprias e como autônomos; análise dos PPC para identificação dos impacto das DCN da Medicina 2014 na formação médica, comparando cursos do PMM e cursos implantados anteriormente ao PMM; e survey sobre morbidade referida de Transtornos Mentais Comuns (TMC) entre estudantes de oito cursos de graduação em saúde que constatou a referencia a TMC por um terço dos participantes e uso de psicotrópicos assinalando para a medicalização das necessidades de saúde dos estudantes. Os relatos de experiência descrevem a utilização do método Balint-Paidéia como estratégia de formação de estudantes na APS/SUS com avaliação positiva dos autores; a produção de Matriz de Análise dos PPC dos cursos de medicina; as vivencias de docentes na supervisão de discentes de graduação em medicina no planejamento de ações de educação em saúde; e a supervisão de estágios de curso de Gestão Hospitalar que apresentou indicativos de incomodo dos gestores com a presença do supervisor no campo e pouco dialogo entre gestores e estagiários.
Os relatos colocam questões sobre: 1. Quais as lições aprendidas até o momento, no Brasil, sobre as melhores estratégias de ensino aprendizagem nos cursos de graduação em saúde? 2. Quais os indicativos de integração entre os PPC e as necessidades do SUS?

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA60 - Eixo 7 - INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA60 - Eixo 7 - INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO (TODOS OS DIAS)
A leitura do trabalho de vocês me fez pensar sobre vários pontos, é claro que eles apresentam outros igualmente importantes, contudo, irei destacar alguns para que possamos discutir sobre eles tendo como partida o trabalho de vocês, ok?
Como esta é uma atividade assíncrona, a orientação é postarmos os comentários e deixarmos para a “mundo”. Vamos esperar que tenhamos muitos acessos e comentários.
Seguem os meus destaques:
- Reflexões sobre a contribuição das instituições de ensino para a qualificação e fortalecimento do SUS.
- Quais são as mudanças necessárias no aparelho formador para que a formação profissional privilegie a atenção básica?
- Discurso dos gestores sobre humanização e sobre educação permanente em saúde: o que eles apresentam na CIB?
- Programa Saúde na Escola: estratégia de intersetorialidade? O que pensam os professores?
- Os Institutos e os Núcleos de Saúde Coletiva promovem maior integração com o SUS?
- Participação das instituições de ensino, por meio de ações extensionistas, na prevenção, cuidados e combate à pandemia do novo Coronavirus.
- Integração ensino e serviço: experiências exitosas de intersetorialidade?

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA61 - Eixo 7 - RESIDÊNCIAS EM SAÚDE E A FORMAÇÃO PARA O SUS (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA61 - Eixo 7 - RESIDÊNCIAS EM SAÚDE E A FORMAÇÃO PARA O SUS (TODOS OS DIAS)
Nesta mesa são analisadas as relações entre a formação na Residência e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) desde diferentes ângulos como: a percepção dos residentes multiprofissionais acerca da necessidade da defesa de projetos como os das Residências, em tempos de desmontes e desconstrução de todas as lutas que construíram o SUS; a experiência de duas residentes em Unidades de Saúde da Família que ampliou sua qualificação profissional, bem como o relato de uma outra residente de Saúde Coletiva na Defensoria Pública que permitiu o aprendizado e prática sobre a articulação entre direito e saúde em um campo extremamente fértil na luta pela consolidação do SUS e garantia do direito à saúde. As experiências mostram o papel do sanitarista na Defensoria Pública, na Atenção Básica e na atenção especializada do SUS.
Outro relato descreve a experiência de um Programas de Gestão de Residência e da Preceptoria no SUS , que identificou como os dois principais temas para intervenção: as fragilidades de comunicação e conexão entre pares locais, e a formação de trabalhadores pautada pelo diálogo, protagonismos dos educandos, autonomia e prática reflexiva centrada nas necessidades de saúde e realidade do contexto. E outra experiência de gestão de programas de residência e de preceptoria que adotou a abordagem construtivista buscando promover o protagonismo dos participantes no processo de aprendizagem e permitir o desenvolvimento de capacidades profissionais mais alinhadas com o perfil de competência para atuação no SUS.
Os relatos mostram que a Residência em Saúde constitui importante espaço de aprendizagem, mas falta articulação entre as diferentes Residências do país.

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA62 - Eixo 7 - SAÚDE DO TRABALHADOR E FORMAÇÃO TÉCNICA E DOCENTE EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA62 - Eixo 7 - SAÚDE DO TRABALHADOR E FORMAÇÃO TÉCNICA E DOCENTE EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Os relatos apresentados nesta mesa tratam de temas relevantes relacionado a educação profissional, ao cuidado dos trabalhadores de saúde e a formação docente em saúde.
Na educação profissional técnica de ensino médio, no país, ainda persistem limitados investimentos públicos, em particular na formação de técnicos para os serviços de saúde. Até os anos 1980, havia expressiva quantidade de trabalhadores sem formação regular e formal, como os atendentes de enfermagem e práticos, mas com o movimento da Reforma Sanitária, a educação profissional passa a compor a agenda de formação dos trabalhadores de saúde, inclusive com a produção de estudos e publicações sobre o tema. Embora, ainda sejam necessários muitos esforços para mantê-la na agenda das políticas pública.
Estudo qualitativo sobre as concepções de saúde e de educação que orientam a educação profissional na Rede Federal de Educação Ciência e Tecnologia mostrou que há múltiplas concepções em disputa na formação em saúde dos Institutos, embora as instituições demonstram que, mesmo com pouca experiência na formação técnica em saúde e com os princípios do SUS, incorporou influências dos construtos e dos debates do campo da Saúde Coletiva e do pensamento pedagógico sobre formação em saúde.
Outro relato descreve a atenção à saúde de trabalhadores no cenário da pandemia de Covid-19, com a utilização da Telessaúde nas modalidades teleconsultoria, teleeducação e teleconsulta, a partir de livre demanda. Essa experiência mostrou que o atendimento remoto, com base em tecnologias digitais constituiu potente instrumento de promoção à saúde no contexto de crise sanitária, bem como configurou-se como ferramenta de educação permanente que permitiu promover segurança nas equipes que não estavam habituadas com o atendimento remoto.
Integra-se a reflexão sobre a educação técnica e o cuidado dos trabalhadores, uma experiência de formação docente em saúde no formato de pós-graduação lato senso em uma parceria entre Fiocruz e a Universidade Autônoma de Barcelona. Esta articulou atividades síncronas e assíncronas dada a necessidade colocado pela pandemia de covid-19, e também fez uma opção inovadora e ousada de articulação entre a atividades educativas e uma pesquisa com atores da formação (docentes e estudantes). A experiência esta em curso.
Os relatos mostram, no seu conjunto, como os temas da educação profissional técnica, ao cuidado dos trabalhadores de saúde e a formação docente estão relacionados. Cabe perguntas quais as mais relevantes interfaces entre os três temas?

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA63 - Eixo 7 - TRABALHO E EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA63 - Eixo 7 - TRABALHO E EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL (GRUPO I) (TODOS OS DIAS)
Os relatos trazem três experiências do PET Interprofissionalidade (UFBA, UFRGS e um sem identificação) que mostram a contribuição do Programa no aprendizado interprofissional em APS, que permite conhecer o trabalho das demais áreas da saúde, bem como abordagem de temas complexo como: saúde dos povos indígenas, doenças sexualmente transmissíveis e uso de drogas ilícitas.
Outro relato traz a experiência de cuidados psicossociais promovidos por residentes de diferentes áreas aos trabalhadores de saúde de um Centro de Saúde Escola(Butantã-SP) que havia sido planejada como atividade em grupo de relaxamento, mas dadas limitações de espaço e de adesão dos profissionais foi transformada em atividades individual de produção de narrativas no site da instituição com trocas e entrega de escalda pé e chás aos participantes. Por fim há um relato de experiência sobre os debates ocorridos no serviços em torno da formação técnica-profissional dos ACS e ACES, numa perspectiva interprofissional.
Os relatos mostram o potencial da abordagem interprofissional em atividades de formação com estudantes de graduação e com trabalhadores de saúde, bem como nos cuidados psicossociais aos trabalhadores. Cabe perguntar como ampliar a adoção dessas iniciativas interprofissionais nos cursos de graduação, na educação permanente em saúde e debate do escopo de prática das diversas profissões e no cuidado à saúde dos trabalhadores?

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Política, planejamento e gestão do trabalho e da educação na saúde
106 Sessão Assíncrona
SA64 - Eixo 7 - TRABALHO E EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA64 - Eixo 7 - TRABALHO E EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL (GRUPO II) (TODOS OS DIAS)
Nesta mesa constam dois relatos de pesquisa e sete de experiências. Uma das pesquisas se refere aos sentidos atribuídos a uma intervenção em saúde da criança na perspectiva da educação e do trabalho interprofissional, com base no processo de cogestão da Estratégia Saúde da Família (ESF) e conclui que os modelos de governança claros favorecem o rompimento com o modelo assistencial biomédico. O outro estudo investiga as concepções dos profissionais da ESF com Saúde Bucal sobre as duas competências colaborativas centrais segundo o modelo canadense: comunicação interprofissional e atenção centrada no usuário, família e comunidade e conclui que as concepções sobre as duas competências colaborativas estão em construção, ainda são frágeis e atravessadas por tensões e contradições presentes nos discurso dos profissionais das equipes.
Dois relatos de experiência se referem ao Curso de Atualização Docente para a Educação Interprofissional (EIP) que contou com a participação de 360 docentes cursistas, 12 tutores, um apoio administrativo e um coordenador pedagógico. Quanto as potencialidades e desafios destacam que a modalidade de atividades à distância permitiu abarcar participantes de diferentes regiões do país e constituiu dispositivo favorável ao PET Saúde, visto que o curso, com suas múltiplas possibilidades de interação, promover aprendizagens compartilhadas e trabalho em equipe.
Também foram apresentadas as experiência do PET Interprofissionalidade do Campus Ceilândia UnB e da FCMSCSP. O primeiro integra oito curso de graduação em saúde e identificou como barreira relevante para a EIP o modelo de aprendizagem hierárquico e centrado na autoridade técnica do professor. O Pet IP da FCMSCSP destacou que as atividades em cenários de prática contribuíram para que estudantes, tutores e preceptores aprimorassem sua compreensão e prática sobre o trabalho interprofissional e a integralidade da saúde. Outros dois relatos se referem a um programa de extensão envolvendo estudantes da medicina e psicologia no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e uma experiência que integrou as abordagens de Educação Permanente em saúde e EIP. O conjunto de relatos mostram a complexidade do trabalho e da educação interprofissional e a necessidade de envolvimento de todos os atores: estudantes, professores, gestores, profissionais de saúde, usuário e população para as mudanças da formação e das práticas na perspectiva colaborativa.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA65 - Eixo 8 - GESTÃO DO CUIDADO E PROCESSOS DE TRABALHO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (TODOS OS DIAS)
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SA65 - Eixo 8 - GESTÃO DO CUIDADO E PROCESSOS DE TRABALHO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Tomando a Atenção Primária à Saúde (APS) como cenário de investigação, atuação e/ou análise, os trabalhos elencados neste grupo abordam diferentes aspectos relacionados ao cuidado, seus processos de implementação e desenvolvimento, seus condicionantes de natureza estrutural, teórica e política, ou seus possíveis resultados e desafios. Com exceção de um estudo teórico, os demais abarcam realidades locais, caracterizando-se como pesquisas empíricas exploratórias e descritivas, ou relatos de experiências.

Dois trabalhos consideram os vários elementos envolvidos na organização da assistência, conduzindo o leitor ao reconhecimento da importância da gestão local e sua integração com outros níveis gestores, seja para acesso e organização de informações essenciais ao planejamento em saúde, seja para a conformação de condições políticas necessárias à efetivação do cuidado.

Os demais estão focados em alguns aspectos específicos do cuidado, tais como as condições de saúde e vulnerabilidade a que se destina, a categoria profissional que o exerce ou a prática a ser implementada. Ainda que limitados a essas particularidades, permitem a associação de resultados exitosos à legitimação de arranjos clínico-insiticuionais como o NASF, à conformação de parcerias interprofissionais e intersetoriais, e à qualidade da relação entre profissionais e usuários. Por outro lado, também expressam os limites derivados das precariedades de estrutura das unidades de saúde, das fragilidades dos processos de avaliação de qualidade e vigilância e da predominância da visão biomédica ou pouco complexa sobre os usuários.

Mantendo a aposta na potencialidade do cuidado desenvolvido na APS, sobretudo através da ESF, o diálogo entre esses trabalhos aponta para o desafio na integração (tanto nas pesquisas, como na própria realidade dos serviços) das várias dimensões que sustentam a clínica cotidiana. Dimensões psicossociais, políticas e materiais que requerem uma pluralidade de aportes teóricos, capazes de subsidiar a complexidade das relações entre os diversos atores que compõem as cenas de cuidado. Caberia acrescentarmos, ainda, o papel das práticas de formação permanente, apoio institucional, supervisões clínico-institucionais e outras intervenções necessárias à expressão, reconhecimento e manejo coletivo dos atravessamentos (explícitos, conscientes e inconscientes) inerentes a tais relações.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA66 - Eixo 8 - GESTÃO DO CUIDADO E DESIGUALDADES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (TODOS OS DIAS)
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SA66 - Eixo 8 - GESTÃO DO CUIDADO E DESIGUALDADES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos reunidos nessa comunicação tratam de relatos de experiências e pesquisas sobre a gestão do cuidado compartilhada entre trabalhadores de saúde e populações ribeirinhas, população de rua, usuários de crack e pessoas vivendo com HIV no âmbito da atenção primária à saúde. Há trabalhos sobre o monitoramento de condições de saúde e de vulnerabilidade familiar apresentando ferramentas que podem contribuir para o aprimoramento da análise da situação de saúde em territórios de atuação de equipes de saúde da família. A autoria desses trabalhos é plural: estudantes de graduação, residentes de Saúde da Família, profissionais de saúde que tomaram sua prática como objeto de pesquisa. Os estudos estão ancorados em aportes teórico-metodológicos das ciências sociais em saúde. Os autores dos trabalhos discutem os desafios da garantia do acesso ao cuidado construído a partir da interação entre trabalhadores de saúde e usuários em situação de vulnerabilidade com vistas à produção de autonomia nos modos de “andar a vida” em cenários de grande complexidade social. Investimentos em estudos sobre práticas de atenção primária à saúde dirigidas a populações em situação de vulnerabilidade podem contribuir para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na garantia do acesso desses grupos a ações de saúde integrais e contextualizadas.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA67 - Eixo 8 - DESAFIOS E EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO NA ATENÇÃO BÁSICA NA PANDEMIA DE COVID-19 (TODOS OS DIAS)
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SA67 - Eixo 8 - DESAFIOS E EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO NA ATENÇÃO BÁSICA NA PANDEMIA DE COVID-19 (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos reunidos nessa comunicação apresentam experiências locais de enfrentamento da pandemia da COVID-19 produzidas, majoritariamente, por residentes de programas multiprofissionais em áreas que compõem a saúde coletiva, inseridos em unidades de atenção primária à saúde. As ações evidenciadas nos trabalhos podem ser agrupadas nos eixos de vigilância e atenção aos usuários COVID-19; manutenção das atividades de rotina e continuidade do cuidado e suporte social a grupos vulneráveis para adoção de medidas de proteção e prevenção contra o novo coronavírus. São relatos do início da pandemia, que indicavam a precariedade da garantia da proteção de usuários e trabalhadores; os desafios postos pelo uso de tecnologias de atendimento remoto, e a “reinvenção” dos modos de assistir e cuidar dos usuários acometidos pela COVID-19 e dos usuários portadores de condições crônicas, em tempos de restrição do acesso aos serviços de atenção primária. Há que se destacar uma experiência local de adesão às medidas de proteção e prevenção contra a COVID-19 com forte protagonismo da comunidade indígena, o que contribuiu para o controle da pandemia naquele momento.

Esses registros indicam a necessidade da realização de estudos sobre os modos de produção do cuidado no contexto da pandemia de COVID-19, em especial, naqueles locais que dispõem da presença de Programas de Residência Multiprofissional, por seu potencial de problematização e inovação das práticas associado à formação de trabalhadores para o Sistema Único de Saúde.

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SA68 - Eixo 8 - EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E CUIDADO EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA68 - Eixo 8 - EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E CUIDADO EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Ao analisar os trabalhos, fica claro o importante papel da integração ensino-serviço e da formação voltada para a prática no SUS. Por vezes, alvo de críticas por seu distanciamento em relação à saúde coletiva, os cursos da saúde, em especial da graduação, têm buscado cada vez mais aproximar-se do SUS, em uma postura colaborativa e reflexiva. Ganham, com isso, os dois lados: os cursos/estudantes e os serviços/equipes/usuários.

Mesmo no contexto da pandemia, criaram formas de manter o contato, com usuários e equipes, reafirmando seu compromisso com uma formação articulada com o nosso sistema de saúde.

Temos aqui experiências relativas à graduação em enfermagem, em medicina, em psicologia e à pós-graduação, com residentes e estudantes do mestrado em saúde coletiva. Observa-se em todos a preocupação em formar profissionais sensíveis para a complexidade do processo saúde-doença-cuidado, com vistas à integralidade. Sugerem, para tanto, a atuação de modo ampliado, para além de seus “núcleos de saber”, e em caráter colaborativo, com as equipes e outros serviços da rede.

A predominância das áreas da saúde coletiva e da saúde mental nas experiências aponta para a necessidade de se avançar e expandir para outras áreas, se a ideia é o cuidado interdisciplinar e integral. Além disso, permanece o desafio de aproximar profissionais e gestores das iniciativas dos estudantes, para que a formação possa de fato atuar longitudinalmente para a qualificação do cuidado, resultando em mudanças nos processos de trabalho das equipes.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
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SA69 - Eixo 8 - PANDEMIA COVID-19: IMPACTOS, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE. (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA69 - Eixo 8 - PANDEMIA COVID-19: IMPACTOS, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE. (TODOS OS DIAS)
A sessão reúne trabalhos que tratam do desafio do enfrentamento à pandemia da COVID-19 no país. Várias são as estratégias que conversam com o tema, desde narrativas profissionais relativas à organização e à produção do cuidado em saúde neste contexto, até as proposições de olhares atentos para situações específicas, como é o caso da saúde do idoso, do sistema prisional ao lidar com o cuidado às pessoas privadas de liberdade e a delicadeza do papel da anticoncepção nesse momento. Estas ações e estratégias desenvolvem-se em nosso sistema de saúde, nas redes de atenção e cuidado.

Compõem a sessão temas como as medidas e orientações para o enfrentamento a Covid-19 nas prisões, a Covid-19 e saúde prisional, a adaptação de centros de saúde do idoso ao cenário da pandemia Sars-Cov-2, o “ageismo” e isolamento social na pandemia de Covid-19 e o voluntariado em plantões psicológicos on-line como um novo dispositivo de saúde mental. Além disso, uma atenção especial ao cuidado dos trabalhadores da saúde que incluem práticas integrativas e complementares no enfrentamento da pandemia da Covid-19 é abordada. As narrativas da pandemia, que utilizam a escrita como cuidado cotidiano frente à Covid-19, constituíram uma estratégia potente utilizada e compartilhada por aqui.

A organização do cuidado nas redes de atenção a saúde, a utilização de ferramentas e disparadores de construção de redes, bem como políticas públicas de saúde que garantam equidade de acesso e qualidade do cuidado às pessoas privadas de liberdade, aos idosos, às mulheres em situação de vulnerabilidade são fundamentais para enfrentar a situação e um olhar especial à saúde do trabalhador são os pontos fortes deste grupo de trabalhos e tornam-se recomendações importantes para a organização do cuidado em rede. Nessa perspectiva, a sessão agrupa trabalhos que tratam sobre temas como o seu isolamento, a tristeza e o medo. Percebe-se que estes sentimentos acometem idosos, profissionais de saúde e pessoas privadas de liberdade e que é necessária a atenção e promoção de políticas públicas de saúde específicas a tais grupos como uma das possibilidades de ação para enfrentar os desafios impostos pelo momento epidemiológico e social vivido.

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SA70 - Eixo 8 - PANDEMIA COVID-19: IMPACTOS, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO EM HOSPITAIS, ESPECIALIDADES E EM TELESSAÚDE (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA70 - Eixo 8 - PANDEMIA COVID-19: IMPACTOS, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO EM HOSPITAIS, ESPECIALIDADES E EM TELESSAÚDE (TODOS OS DIAS)
A sessão reúne trabalhos que tratam do desafio do enfrentamento à pandemia da COVID-19 no país. Especialmente nesse grupo, tratamos com estratégias que utilizam a TELESSAÚDE, como ferramenta digital, tanto para o atendimento de pacientes como para educação profissional. Também se abordam ações de qualificação no âmbito da atenção hospitalar, que incluem a organização e monitoramento dos casos, a construção da clínica ampliada que garante olhares ao cuidado nutricional dos usuários. A organização do processo de trabalho em centros cirúrgicos nesse momento, como forma de garantir insumos para as cirurgias ortopédicas em meio a pandemia da COVID-19, também é abordada. Nessa mesma linha de garantia do acesso e do cuidado nas urgências e emergências e para atender aos casos mais graves, estratégias de estímulo à doação de sangue no contexto a pandemia da COVID-19 foi proposta de ação que qualificou a gestão do cuidado na pandemia.

O olhar dos profissionais para a organização e a produção do cuidado em saúde neste contexto, até às proposições de olhares atentos para situações específicas, como é o caso das cirurgias ortopédicas que precisam de próteses, da nutrição adequada de usuários em hospitais de campanha, incluindo a perspectiva do profissional nutricionista e a necessidade de manutenção dos bancos de sangue com toda sua capacidade nesse momento, foram formas de organização abordadas.

Estas ações e estratégias desenvolvem-se em nosso sistema de saúde, nas redes de atenção e cuidado. Compõem a sessão temas como estratégias para estímulo à doação de sangue no contexto da pandemia da covid-19, a vivência do nutricionista em um hospital de campanha para pacientes com quadros moderados de COVID-19, os produtos consignados nas cirurgias com prótese em meio a pandemia da COVID-19. O monitoramento de casos hospitalizados de SRAG levam em conta a importância da informação para as políticas de saúde no contexto de pandemia. Além disso, uma atenção especial ao uso da ferramenta da TELESSAÚDE, incluindo as tele consultas/ tele atendimentos como uma ação de gestão que possibilita qualificar o cuidado dos usuários e permitir a manutenção das ofertas de vagas, realização de consultas e de atividades conduzidas pelos trabalhadores da saúde, incluindo práticas físicas e integrativas, consultas de enfermagem e fisioterapia compondo as atividades de produção de cuidado no enfrentamento da pandemia da COVID-19. As narrativas da pandemia pelo profissional nutricionista, que utiliza a alimentação dos casos moderados e graves como cuidado cotidiano frente à COVID-19, foi uma estratégia potente utilizada e compartilhada por aqui.

A organização do cuidado nas redes de atenção a saúde, a utilização de ferramentas e disparadores de construção de redes, bem como políticas públicas de saúde que garantam a equidade de acesso e qualidade do cuidado às pessoas, são fundamentais para enfrentar a situação. Um olhar especial ao cuidado dos usuários por tele atendimento que podem ser realizados por trabalhadores qualificados e capacitados para tal, são os pontos fortes deste grupo de trabalhos e tornam-se recomendações importantes para a organização do cuidado em rede. Nessa perspectiva, a sessão agrupa trabalhos que tratam sobre temas que precisaram fazer parte da organização de processo de trabalho diários e do planejamento das ações dos serviços de saúde e dos pontos de atenção, levando em conta o contexto de pandemia, como estratégias de produção de um cuidado inclusivo e para todos. Percebe-se que é necessária a atenção e promoção de políticas públicas de saúde adequadas a manutenção do cuidado dos pacientes, o monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 nos domicílios, como uma das possibilidades de ação para enfrentar a pandemia da COVID-19 e os desafios impostos pelo momento epidemiológico e social vivido.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA71 - Eixo 8 - ABORDAGENS, POLÍTICAS E EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA71 - Eixo 8 - ABORDAGENS, POLÍTICAS E EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL (TODOS OS DIAS)
De modo geral, os trabalhos desse grupo abordam, direta ou indiretamente, a temática da Reforma Psiquiátrica (RP), remetendo-se à atual Política brasileira de Saúde Mental e considerando o cuidado a partir de perspectivas psicossociais. Para tanto, utilizam-se de abordagens metodológicas bastante diversas: há relatos de experiências locais, pesquisas de dados secundários de abrangências nacional e local, pesquisas qualitativas exploratórias, assim como estudos quantitativos de caráter descritivo e seccional.

O contato com os trabalhos conduz o leitor a reflexões sobre o engajamento dos profissionais com os objetivos da RP, a persistência dos desafios da reinserção social, as dificuldades no combate ao estigma ligados à loucura, assim como as potencialidades de grupos de apoio mútuo, capazes de produzir desmedicalização e aumento de coeficientes de autonomia dos usuários. Contudo, é inevitável a conclusão de que que a conquista de direitos consiste num exercício a ser sustentado cotidianamente, requerendo constante atenção às práticas cotidianas e, ao mesmo tempo, aos atuais retrocessos da Política Nacional de Saúde Mental.

Ganhou destaque entre os trabalhos o reconhecimento do papel da APS no cuidado em saúde mental, a ser implementado, principalmente, através do apoio matricial e práticas de acolhimento. Contudo, algumas pesquisas que abordam esse nível de atenção apontam despreparo dos profissionais, carência de matriciamento, desconsideração de questões psicossociais dos usuários e insuficiência no compartilhamento de casos com serviços de atenção psicossocial ou ambulatórios. A articulação entre serviços de saúde e destes com os setores de educação e assistência social é defendida também em trabalhos que tratam, especificamente, das temáticas do suicídio e do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Temáticas cuja importância é apresentada através de dados epidemiológicos e de reflexões sobre o sofrimento psicossocial que envolvem, o que permite ao leitor encontrar tanto relatos de experiências exitosas de promoção de saúde e cuidado, como discussões acerca das diferentes formas através das quais o suicídio e alcoolismo são compreendidos ou representados por profissionais e sociedade civil.

Um diálogo entre todos os trabalhos desse grupo atualiza a definição da RP como processo social complexo e não linear, obrigando-nos a admitir que a gestão do cuidado em saúde mental requer sustentação de conquistas e, simultaneamente, transformações e novos investimentos nos âmbitos epistemológico, sociocultural, político, legal e clínico. Na mesma medida, é fundamental que as pesquisas acadêmicas também considerem essas simultaneidades.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA72 - Eixo 8 - DIREITOS HUMANOS E CUIDADO A GRUPOS EM SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE/DISCRIMINAÇÃO (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA72 - Eixo 8 - DIREITOS HUMANOS E CUIDADO A GRUPOS EM SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE/DISCRIMINAÇÃO (TODOS OS DIAS)
O conjunto de trabalhos agrupados nesta sessão de comunicações assíncronas reúne uma diversidade de pesquisas e relatos de experiência sobre problemas com alto grau de impacto na saúde e qualidade de vida dos sujeitos em questão, condicionando e sendo condicionados pelos obstáculos e desigualdades no acesso aos serviços de saúde e aos demais direitos sociais e de cidadania em geral. Entre os principais temas, destacam-se discriminação, estigma e violências associados à inserção social, gênero e/ou alguma condição específica de saúde, agravando as situações de vulnerabilidade de determinados grupos populacionais. A natureza dos trabalhos também é variada, com três relatos de experiência, três pesquisas qualitativas – uma empírica, uma documental e uma pesquisa teórica associada à uma revisão sistemática – e uma pesquisa quantitativa.

Assim, dois trabalhos abordam a problemática da saúde física e mental da população privada de liberdade. Um deles, uma pesquisa junto a trabalhadores de instituições socioeducativas, focaliza a percepção da equipe de trabalhadores de sobre problemática da institucionalização de adolescentes e sobre seu próprio trabalho junto a esses jovens, destacando-se as contradições ou coexistências entre uma lógica punitivas/repressivas e uma lógica reabilitadora no funcionamento institucional, assim como o sofrimento da equipe diante do sofrimento psíquico dos jovens. O outro trabalho refere-se a uma atividade realizada por estudantes de medicina junto a grupos de mulheres em situação de cárcere com o objetivo de promover orientações de atividades físicas e levantamento de demandas de atenção à saúde. Alguns pontos importantes de diálogo entre os trabalhos remetem ao impacto da ausência ou dos limites para a realização de atividades físicas e ocupacionais sobre a saúde física e mental desses grupos, assim como a privação ou entraves de acesso às ações de saúde e direitos humanos em geral.

Outra questão fundamental, embora não problematizada centralmente por esses dois trabalhos, diz respeito à violência, em suas diversas formas, que atravessa a história pessoal e a vida institucional desses sujeitos e que se coloca como importante problema de saúde individual e coletiva. Um terceiro trabalho aborda especificamente a violência, através de uma pesquisa quantitativa descritiva dos casos de violência sexual atendidos e notificados em um complexo hospitalar, destacando a situação de mulheres e crianças como principais vítimas e evidenciando também o peso de condições como gênero, faixa etária e escolaridade na maior vulnerabilidade desses grupos.

Uma consideração geral, para os três trabalhos acima comentados, é a necessidade de desdobramentos futuros, buscando explorar e melhor refletir sobre as possibilidades concretas de utilização dos diagnósticos/caraterizações e levantamentos de dados realizados nas estratégias de gestão e produção do cuidado em saúde.

Dois trabalhos se destacam por suas contribuições à organização e gestão do cuidado em saúde, através de estratégias de intervenção com potencial impacto junto à grupos em vulnerabilidade e discriminação. O primeiro, um relato de experiência de oferta de um grupo de apoio para o autocuidado em hanseníase, possibilitando a troca de saberes e de experiências entre pessoas acometidas de hanseníase, seus familiares e profissionais de saúde, considerando suas histórias individuais e coletivas e respectivos contextos. O segundo, o relato de uma estratégia de cuidado a trabalhadoras do sexo, para a prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, com ênfase na atuação no território para aproximação destes sujeitos. Os dois trabalhos apontam para a importância de estratégias que articulem o coletivo e o singular na produção do cuidado, e o potencial do dispositivo grupal e da atuação no território para tal articulação. Do mesmo modo, as intervenções realizadas indicam a relevância da atuação em equipe multiprofissional e de uma abordagem voltada para a integralidade.

Um projeto de pesquisa documental e uma pesquisa de revisão sistemática da literatura científica integram também esta sessão de trabalhos. O primeiro dialoga com a temática de saúde, gênero e educação ao pretender pesquisar as práticas discursivas relativas às mesmas na Base Nacional Comum Curricular e peças publicitárias a ela relacionadas. O segundo apresenta os resultados de uma revisão sistemática sobre a humanização dos serviços de saúde, analisados criticamente a partir da perspectiva foucaultiana.

Por fim, cabe observar que a natureza dos problemas objeto dos trabalhos reunidos neste grupo impõe o reconhecimento de sua complexidade e dos limites dos serviços de saúde no seu enfretamento, demandando ações intersetoriais. Por outro lado, são os serviços de saúde o espaço privilegiado de manifestação e possibilidade de reconhecimento desses problemas e de desencadeamento de intervenções em articulação com outros setores de governo e a sociedade civil.

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Espaço de Apresentações Curtas Assíncronas
Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA73 - Eixo 8 - ATENÇÃO AMBULATORIAL E HOSPITALAR (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA73 - Eixo 8 - ATENÇÃO AMBULATORIAL E HOSPITALAR (TODOS OS DIAS)
"Esta sessão reúne trabalhos muito diversos em suas temáticas e objetivos, mas que tem guardam em comum a atenção hospitalar e/ou ambulatorial especializada como espaço para as práticas de gestão do cuidado. Tratam-se de duas pesquisas qualitativas empíricas, um estudo de caso resultado de prática de estágio curricular e um levantamento bibliográfico que subsidiou um projeto arquitetônico para o ambiente hospitalar de urgência/emergência.
O primeiro trabalho é uma pesquisa, que tem como objetivo avaliar as dificuldades para o alcance da integralidade do cuidado na dor lombar segundo a percepção dos profissionais fisioterapeutas atuantes na Esta sessão reúne trabalhos muito diversos em suas temáticas e objetivos, mas que tem guardam em comum a atenção hospitalar e/ou ambulatorial especializada como espaço para as práticas de gestão do cuidado. Trata-se de duas pesquisas qualitativas empíricas, um estudo de caso resultado de prática de estágio curricular e um levantamento bibliográfico que subsidiou um projeto arquitetônico para o ambiente hospitalar de urgência/emergência.

O primeiro trabalho é uma pesquisa, que tem como objetivo avaliar as dificuldades para o alcance da integralidade do cuidado na dor lombar segundo a percepção dos profissionais fisioterapeutas atuantes na Atenção Primária e na Atenção Ambulatorial, destacando, como principais resultados, principais resultados diversas barreiras para a atuação em um sistema integrado de saúde: duplicidade de oferta de ações, dificuldades em conciliar metas municipais e educacionais entre os equipamentos, ausência de comunicação entre os pontos da Rede de Atenção. O segundo trabalho buscou compreender, entre gestores de diversas inserções na gestão de saúde e odontológica em particular, os desafios e estratégias de enfrentamento na gestão dos Centros de Especialidades Odontológicas em uma Região de Saúde. Os desafios encontrados referem-se à insuficiência de recursos financeiros e de pessoal, materiais e insumos, além das dificuldades operacionais de gestão.

Ambos os estudos apontam a necessidade de estratégias voltadas para o fortalecimento das redes de atenção, destacando-se, no segundo estudo, a rede de saúde bucal, os consórcios e as comissões intergestores nos diversos níveis de gestão do sistema. O primeiro trabalho chama a atenção, mais especificamente, para necessidade de maior comunicação entre a APS e a atenção ambulatorial, bem como pactuação de fluxos, reconhecimento dos serviços, utilização de sistemas de informação e logísticos comuns para contornar os problemas de acesso, de duplicidade de oferta, de encaminhamentos inadequados e de perda de seguimento.

O terceiro trabalho resultou de um relato sobre as vivências obtidas em estágio curricular no serviço de cuidados paliativos de um hospital filantrópico vinculado a uma universidade pública. Através da singularidade de um caso de cuidados paliativos e seu manejo a partir de um hospital filantrópico e envolvendo o cuidado domiciliar e a articulação com a APS e a participação de familiares, o trabalho ilustra a possibilidade de cooperação entre os principais atores e de atenção mais integral às necessidades do paciente.

O quarto trabalho apresenta recomendações gerais sobre a estruturação física dos espaços de atendimento à urgência e emergência em um hospital de Brasília, a partir de revisão bibliográfica que subsidiaram projeto arquitetônico. As recomendações são muito gerais e caberia na discussão do trabalho explorar mais detalhes sobre fluxos e plantas da concepção do projeto e de sua implementação, correlacionando-os aos desafios do cuidado a urgências e emergências.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
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SA74 - Eixo 8 - POLÍTICAS DE SAÚDE E GESTÃO DO CUIDADO EM REDES (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA74 - Eixo 8 - POLÍTICAS DE SAÚDE E GESTÃO DO CUIDADO EM REDES (TODOS OS DIAS)
A sessão reúne trabalhos que versam sobre sistemas de saúde e redes de atenção. Compõem a sessão temas como a organização do cuidado em rede com utilização de ferramentas de planejamento, bem como de políticas de saúde e seus desafios para garantir equidade de acesso, a exemplo da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT) e da Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, tomada a partir da tecnologia da Triagem Auditiva Neonatal, que ainda tem o desafio de se tornar universal.

Na perspectiva do cuidado em rede, a sessão agrupa trabalhos que versam sobre o cuidado obstétrico, apresentado sob a perspectiva do Parto Domiciliar Programado e a necessidade de inclusão das famílias nos processos de organização do cuidado; sobre a erradicação da Sífilis Congênita nas Américas e no Brasil, anda uma chaga sanitária em que coabitam, paradoxalmente, o tratamento eficaz e as elevadas taxas de transmissão, decorrentes de uma série de elementos da organização da rede de cuidados e de aspectos culturais e sociais, que podem ser enfrentados pelo fortalecimento da atenção às gestantes, como preconiza a humanização do cuidado; e ainda o tema do Apoio Institucional, apresentado como tecnologia de gestão para o fortalecimento da capacidade de análise, portanto de compreensão da complexa rede causal dos problemas de saúde com que lidam a equipes, bem como das questões de ordem organizativa, grupal e institucional no processo de tomada de decisão, considerando a perspectiva da democratização da gestão.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA75 - Eixo 8 - VIGILÂNCIA EM SAÚDE E SAÚDE DO TRABALHADOR (TODOS OS DIAS)
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SA75 - Eixo 8 - VIGILÂNCIA EM SAÚDE E SAÚDE DO TRABALHADOR (TODOS OS DIAS)
A sessão reúne trabalhos que versam sobre temas da saúde do trabalhador e da vigilância em saúde, como HIV/AIDS e idosos - diagnóstico precoce e a desconstrução “assexualidade” do idoso; atuação de equipes de vigilância sanitária em distritos sanitários e ESF; e a articulação entre a vigilância em saúde e ESF e riscos de esvaziamento e precarização do trabalho de agentes de vigilância em saúde do trabalhador face à reforma trabalhista. Abarca também trabalhos sobre o tema da vacinação, como caso de reversão de decisão de não vacinação de uma criança e a campanha de vacinação contra Influenza no cenário de epidemia de SARS COV2– inquérito vacinal e busca ativa para vacina de idosos. Por fim, estudos sobre prevalência de Hepatite B e de coinfecção tuberculose e HIV nas prisões; e sobre ações de controle do tabagismo para o apoio ao fumante entre trabalhadores da saúde de um hospital.

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Gestão do cuidado e de serviços de saúde
106 Sessão Assíncrona
SA76 - Eixo 8 - PROMOÇÃO, INTERSETORIALIDADE E CUIDADO EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA76 - Eixo 8 - PROMOÇÃO, INTERSETORIALIDADE E CUIDADO EM SAÚDE (TODOS OS DIAS)
Os trabalhos aqui reunidos coincidem em apontar a premência do nosso SUS conseguir transpor os conceitos da promoção da saúde e da intersetorialidade da teoria para a prática.

As experiências apresentam a tentativa de comunicação entre diferentes setores, entre diferentes abordagens e entre diferentes instituições. Destacam problemáticas e grupos de pessoas para os quais ficou evidenciada necessidades ainda maiores de acesso ao cuidado integral, tais como, crianças, pessoas que apresentam coinfecções (por exemplo, HIV/HBV) e trabalhadores expostos a agrotóxicos. Não são os únicos, sabemos, por isso, é preciso avançar.

Nesse sentido, seria importante, no exercício da intersetorialidade e da promoção da saúde, extrapolar o campo da educação em saúde. Outras iniciativas e estratégias e precisam inventadas e experimentadas. E, há que se consolidar parcerias mais perenes, a fim de garantir a sustentabilidade das iniciativas. Não à toa, autores duvidam que poderão continuar com as ações de auriculoterapia e apontam a baixa adesão de outros setores às ações propostas.

Certamente, trata-se de um campo em aberto, mas de antemão sabemos que nenhuma proposta obterá êxito enquanto não repensarmos nosso modelo de atenção e processo de trabalho, cuja finalidade persiste em produzir corpos saudáveis o suficiente para compor a mão de obra do sistema capitalista. Ou pautamos com clareza este tema, ou estaremos condenados a práticas pontuais que não almejam a concretização do direito amplo à saúde e tampouco pretendem o cuidado integral ou a articulação entre os setores em nome da transformação dos determinantes sociais presentes no processo saúde-doença.

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Política científica, tecnológica e de inovação
106 Sessão Assíncrona
SA77 - Eixo 9 - Política Científica, Tecnológica e de Inovação em Saúde: Covid-19 (TODOS OS DIAS)
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SA77 - Eixo 9 - Política Científica, Tecnológica e de Inovação em Saúde: Covid-19 (TODOS OS DIAS)
Este grupo congrega estudos que têm como tema unificador a pandemia da COVID-19. Pela sua rápida expansão e magnitude, a infecção pelo SARS-CoV-2 tensionou o sistema de saúde brasileiro em escala nunca verificada. A grave situação de saúde pública instalada envidou a necessidade de estabelecer urgentes estratégias de enfrentamento. Neste cenário, a pesquisa em saúde assume papel central na resposta do sistema. O conjunto de trabalhos nesse grupo traduz a atuação de pesquisadores e profissionais de saúde na busca de estratégias de reforço assistencial e gerencial. Nesse sentido, relatam o desenvolvimento de respiradores a partir de insumos inovadores, a atuação de uma central de reparos de equipamentos de ventilação mecânica, experiências diversas ligadas à informação sobre a pandemia, como painéis de dados no âmbito da APS e o desenvolvimento de aplicativo de monitoramento de casos. Adicionalmente, o grupo de trabalhos inclui um estudo sobre as oportunidades de financiamento de PD&I em saúde no Brasil, desencadeadas para o enfrentamento da COVID-19. Esses estudos abrem perspectivas para novas pesquisas e abordagens científicas e tecnológicas no campo da saúde e das emergências sanitárias no país.

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Política científica, tecnológica e de inovação
106 Sessão Assíncrona
SA78 - Eixo 9 - Política Científica, Tecnológica e de Inovaçao em Saúde: Pesquisa (TODOS OS DIAS)
Sessão Assíncrona
SA78 - Eixo 9 - Política Científica, Tecnológica e de Inovaçao em Saúde: Pesquisa (TODOS OS DIAS)
Este grupo reúne trabalhos que tratam de questões relativas à prática da pesquisa científica. São questões referentes a estratégias de produção de dados, desafios institucionais e estudos populacionais. Sem dúvida, a reflexão sobre aspectos teórico-metodológicos e político-institucionais da pesquisa científica merece espaço em um congresso de política, planejamento e gestão de saúde. Esta sessão contribuirá para essa reflexão, discutindo as possibilidades e os limites da mineração de dados, do uso de questionários online e da incorporação das variáveis “sexo” e “gênero” na pesquisa em saúde, assim como os desafios da gestão de C&T e dos estudos populacionais. No atual contexto de desvalorização da ciência, marcado por significativos cortes nos orçamentos das agências de fomento à pesquisa, as questões concretas trazidas pelos trabalhos constituirão material importante para o aprofundamento do debate. 

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Política científica, tecnológica e de inovação
106 Sessão Assíncrona
SA79 - Eixo 9 - Política científica, Tecnológica e de Inovação em Saúde: Tecnologias (TODOS OS DIAS)
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SA79 - Eixo 9 - Política científica, Tecnológica e de Inovação em Saúde: Tecnologias (TODOS OS DIAS)
Este grupo reúne os trabalhos que tratam das tecnologias. Ao lado das tecnologias de informação e comunicação, as tecnologias de saúde são, atualmente, os dois setores de atividade industrial de maior intensidade em pesquisa e desenvolvimento. A associação desses dois setores está refletida com clareza nesse conjunto de trabalhos. Em cada um deles está presente a exploração de aspectos relativos à aplicação de procedimentos médico-sanitários mediados por tecnologias de informação/comunicação e de saúde. Ressalte-se ainda a capilaridade que essas conquistas tecnológicas vêm alcançando, haja vista a aplicação das mesmas em contextos extremamente localizados. Talvez a maior dificuldade da difusão dessas tecnologias em termos globais seja o componente da equidade em sua disseminação pelos países, o que faz com que a iniciativa de nossos colegas autoras e autores dos trabalhos seja ainda mais valorizada. 

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